Uma iniciativa simples e barata melhorou a qualidade da merenda escolar oferecida nas escolas de Cajamar, na Grande São Paulo. Desde 1997, técnicos em nutrição acompanham a preparação e distribuição das merendas e medem a temperatura dos alimentos durante o processo.
A coordenadora do projeto, Jeanice Aguiar, explicou que a temperatura é medida do momento em que a comida é preparada até chegar ao prato dos alunos. Com essa iniciativa, o município evita a intoxicação alimentar
“O nosso objetivo é servir uma alimentação nutricionalmente equilibrada e sanitariamente segura. Num relatório muito conciso, de apenas uma página, nós avaliamos todo o processo de preparo, de higiene, de distribuição dos alimentos, de aceitação da merenda pelos alunos, de relacionamento das merendeiras, de condição da cozinha”.
O município também adotou outra iniciativa de sucesso que reduziu os custos de distribuição da merenda escolar. Ao invés de usar caminhões refrigerados para transportar carne e outros produtos que precisam de refrigeração, Cajamar está usando caixas de isopor. Segundo o responsável pela iniciativa, Carlos Augusto Moura, uma caixa de isopor custa cerca de R$ 35 e o frete de um caminhão custa R$ 80 mil.
A experiência de Cajamar foi selecionada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, do MEC, para ser apresentada no 1º Encontro Nacional de Experiências Inovadoras de Alimentação Escolar, que acontece até esta sexta-feira, em Brasília. Outros 32 projetos também vão ser apresentados aos 500 participantes do evento, entre gestores, professores, nutricionistas e merendeiras.


