Município cria campanha para reduzir evasão escolar

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Enquanto a Secretaria Estadual de Educação (SEE) comemora a redução da taxa de abandono de 15,5% para 13,3% – no País o índice é de 21,05% –, Bom Jesus de Goiás, município situado a 255 quilômetros de Goiânia, fez festa para exaltar a queda de 8% para 2,6% na evasão. A cidade tem 22 mil habitantes e cerca de 3,6 mil alunos matriculados na rede pública. Desses, menos de cem deixaram de frequentar a escola em 2002. Diante de um feito desses, a população lotou o salão da Paróquia Senhor Bom Jesus para premiar as 200 crianças que não faltaram um dia sequer no decorrer do ano.

O secretário municipal de Educação, Marilúcio de Araújo Melo, implantou a campanha Evasão Nota Zero, Frequência Nota Dez e, além da evasão de 2,6%, obteve um índice de aprovação de 89,8%. “Podemos interromper outras ações por falta de dinheiro, mas Educação e Saúde são prioridades”, garante o prefeito Adair Henriques da Silva. Para incentivar os alunos, a prefeitura mantém uma escola de futebol, onde só participam crianças e adolescentes que estão matriculadas e tirando boas notas.

Orgulho
Pais de Anderson Dias dos Santos, que em 2003 fará a 4ª série na Escola Municipal Hamilton Mamede Rezende, Adriana Dias Menezes e Luizmar Carlos dos Santos fizeram questão de conferir pessoalmente a premiação da campanha. Orgulhosos, aproveitaram para elogiar o garoto. “Ele não dá trabalho nenhum na escola. Quer estudar até nas férias”, conta a mãe. Os primos Taynara Lopes Araújo e Leandro Santos Lopes, de 8 e 7 anos, garantiram que adoram ler e escrever e que fazem a tarefa sem pedir ajuda de ninguém. “Mas o Leandro também gosta de brincar no pátio”, entrega Taynara, para desgosto do menino.

A campanha idealizada pela prefeitura sorteou sete computadores e sete bicicletas entre os 200 alunos que não faltaram a nenhum dia de aula. Os demais receberam um kit escolar. Um dos que comemoraram o sucesso da iniciativa foi o promotor de Justiça de Bom Jesus, Daniel Pinhel Júnior. “Foram raros os casos em que precisamos interferir e todos estavam relacionados a problemas sociais, tais como separação, mudança de emprego ou doenças”, observou.

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