Ministros anunciam ‘plano de avanço social’ para primeira infância

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Mas ainda não há uma previsão de investimento para o programa e apenas em dezembro as ações do programa serão detalhadas

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), anunciou na última sexta-feira (15) que o governo está construindo um “plano de avanço social”, cujo objetivo é reunir ações focadas na primeira infância, nome dado aos primeiros anos de vida. Onyx disse, no entanto, que ainda não há uma previsão de investimento para esse programa e que o detalhamento das ações será feito apenas em dezembro.

“O que nós estamos construindo é um conjunto de ações, um plano de avanço social, cuidando particularmente da família e das crianças. Este sempre foi, desde o início, um compromisso do presidente. O detalhamento dele vai ser feito durante o mês de dezembro”, disse.

“Estamos trabalhando desde a apresentação do plano de governo para que a gente pudesse dar acesso universal ao maternal, creche e pré-escola para todas as crianças pobres do Brasil e das zonas com menor assistência. É um trabalho integrado para poder fazer aquilo que o presidente nos desafia sempre: transformar o Brasil”, complementou.

O anúncio foi feito após reunião entre Onyx e os ministros Osmar Terra (Cidadania), Abraham Weintraub (Educação) e Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos), no Palácio do Planalto. O encontro começou por volta das 9h, segundo a agenda da Casa Civil.

Nas redes sociais, Onyx enalteceu o fato dos ministros estarem trabalhando durante o feriado de 15 de novembro, data na qual é celebrada a proclamação da República.

Na entrevista, o ministro da Casa Civil aproveitou para relacionar índices de violência contra as crianças com a ideologia de gênero. “O que a gente assiste de violência com as crianças é fruto de uma cultura que não apenas se solidificou nos governos anteriores, com a tentativa de destruição da família tradicional, como também em programas de televisão, estimulando hoje violências que as crianças sofrem. A desestruturação familiar e a própria dificuldade de se entender até na própria questão de se é menina ou menino leva a criança a um drama, leva a criança um conflito, que a criança não precisava ter. Isso foi levado para a escola por uma visão ideológica que nós combatemos”, disse.

Em seguida, o ministro Osmar Terra acrescentou que a ideia do governo é focar nos primeiros mil dias da vida de uma criança, período que, de acordo com ele, é fundamental para definir os potenciais de uma pessoa. “O que a gente está querendo é saber o que cada um [ministros] pode fazer junto focalizado no início da vida, que é onde se organizam todas as competências humanas, não é depois, na escola. Os primeiros mil dias definem todo o potencial de uma criança”, acrescentou.

Fonte: Valor Econômico/ Foto: Jorge William, Agência O Globo

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