Em entrevista à radio CBN, o ministro considerou o salário médio mensal de um professor – cerca de R$ 530 – muito defasado para a realidade atual.
“O Brasil não tem um piso para professor. Tem piso para jornalista, engenheiro, e outras profissões, mas para professor não tem. É necessário dobrar em algum tempo o salário do professor. Não é possível termos uma boa educação com esse salário”, afirmou o ministro que defende um aumento de 100% para a categoria.
Aposentadoria
O ministro falou ainda sobre a falta de educadores mais velhos e disse que os professores universitários se aposentam muito cedo. “Devo ser o mais velho do meu departamento, e não sou tão velho assim. Raríssimos se aposentam depois dos 60 anos”, afirmou.
No entanto, ele relacionou a falta de interesse dos jovens na carreira docente aos baixos salários. De acordo com Buarque, o Brasil será um país desenvolvido quando os pais quiserem que seus filhos sejam professores no futuro.
O ministro quer implantar um sistema nacional de educação, que estaria ligado aos municípios e estados. Segundo ele, com isso, poderiam aumentar os repasses da União para os estados. Cristovam Buarque anunciou que vai implantar em 2004 um programa de formação do professor, com a emissão de certificado de qualidade federal.


