Ministro Cristovam quer alfabetizar cinco milhões por ano

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Cem reais pela primeira carta escrita por cada jovem ou adulto alfabetizado. Com a apresentação desta idéia, já adotada na época em que era governador do Distrito Federal, o ministro da Educação Cristovam Buarque iniciou, no último sábado, em Porto Alegre (RS), a discussão com representantes dos movimentos sindical e popular sobre o Programa Analfabetismo Zero, do Ministério da Educação.

Entre as sugestões apresentadas por entidades como a CUT e o MST estão o uso da estrutura física e humana das universidades federais e a manutenção e ampliação das iniciativas já existentes em todo o país.

O ministro se reuniu na Câmara de Vereadores com representantes de entidades dos movimentos sociais para ouvir questionamentos e sugestões para o Analfabetismo Zero, previsto para ser anunciado no final de fevereiro.

Buarque reiterou que o grande desafio e a prioridade de sua gestão é alfabetizar 5 milhões de jovens e adultos por ano, a partir de 2004.

Buarque defendeu também a adoção de uma iniciativa já utilizada na época em que era governador do Distrito Federal: pagar R$ 100 pela primeira carta escrita a cada jovem e adulto alfabetizado. Se sua sugestão for aprovada, o ministro calcula que para erradicar o analfabetismo seriam necessários R$ 1,5 bilhão para cobrir, além do valor estabelecido para cada alfabetizado, os custos com material e pagamento dos alfabetizadores.

“Esse dinheiro vai ter de sair de algum lugar e alguém vai ficar com R$ 1,5 bi a menos em seu orçamento. Pode ser o FMI (Fundo Monetário Internacional). Quem vai decidir é o governo, com o povo”, afirmou Buarque.

Entre as propostas apresentadas pelas entidades, o uso da estrutura das universidades federais na luta contra o analfabetismo foi uma das mais aplaudidas. A idéia é promover a criação de grupos ministrados por professores, funcionários e até universitários.

A manutenção e a ampliação de iniciativas que já funcionam, como o Alfabetização Solidária e o Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos (Mova), foi outra sugestão reforçada pelos participantes da reunião.

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