MEC garante verbas para alfabetização

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O ministro da Educação, Cristovam Buarque, esteve em Recife na última segunda,24, e garantiu que vai apoiar financeiramente todos os projetos de alfabetização de jovens e adultos que necessitarem de recursos federais. Apesar de preferir não falar quanto o Ministério da Educação tem em caixa para auxiliar Estados e municípios, Buarque sinalizou positivamente às ações apresentadas pelo Governo do Estado de Pernambuco e pelo consórcio de seis municípios liderado pelo Recife (Olinda, Igarassu, Santa Cruz do Capibaribe, Toritama e Vertentes). O ministro inaugurou na manhã de segunda o primeiro Núcleo Itinerante de Alfabetização de Jovens e Adultos, em Brasília Teimosa, ao lado do prefeito João Paulo.

Buarque disse que o MEC vai apoiar a iniciativa recifense, que visa alfabetizar 19,2 mil pessoas em quatro anos. Cada Estação do Saber (serão 12, duas por RPA) funciona em um contêiner, das 8h às 21h, com sala de leitura, sala de aula e banheiro, com turmas de 20 alunos em turnos de duas horas. A primeira matriculada foi a vendedora ambulante Iraci Mariada Conceição, 55. “Não tenho inveja de quem é rico, mas de quem sabe ler”.

O projeto recifense está orçado em R$ 23,4 milhões e inclui ainda a utilização das salas de aula da rede municipal de ensino, aumentando para cerca de 80 mil pessoas o número de beneficiados. A PCR está entrando com uma contrapartida de 10% e aguarda a liberação de recursos federais. A intenção é de que o MEC contribua ao todo com R$ 36 milhões, fechando a conta em R$ 40 milhões em quatro anos, para os seis municípios.

INVESTIMENTOS – Após Brasília Teimosa, o ministro se reuniu com o governador Jarbas Vasconcelos e os secretários de Educação, Mozart Neves, e de Planejamento e Desenvolvimento Social, José Arlindo Soares. Na pauta, os projetos estaduais na área do combate ao analfabetismo na faixa etária entre 15 e 24 anos. O Estado quer R$ 7,5 milhões do MEC, que serão investidos em programas na Zona da Mata (orçado em R$ 9 milhões, dos quais 50% vêm de convênio da Seplandes com o Banco Interamericano de Desenvolvimento) e Sertão (cujo custo total – R$ 3 milhões – viria do MEC). Somados a cerca de R$ 4 milhões, já garantidos pelo programa Recomeço, que serão investidos no Agreste, os projetos de erradicação do analfabetismo no Estado chegam a R$ 13 milhões.

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