MEC define exame de certificação de professores indígenas

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Provas discursivas e respostas em língua materna ou em Português são as linhas básicas do Exame de Certificação de Professores Indígenas definidas terça-feira, 5, pela Comissão Nacional de Professores Indígenas, em reunião com Lucy Brandão, da coordenação do Sistema Nacional de Formação e Certificação de Professores, e com Kleber Gesteira, da Secretaria de Ensino Fundamental.

No encontro no Ministério da Educação, a Comissão Nacional de Professores Indígenas elaborou também um esboço do conteúdo das provas que serão aplicadas em janeiro de 2004, tendo em vista a diversidade do processo de formação dos professores. As provas deverão constar de duas partes: uma sobre conhecimentos gerais, com temas que os professores devem dominar, como direitos indígenas inscritos na Constituição de 1988; direitos indígenas nos capítulos da Educação; história da luta dos povos pela demarcação das terras; política indigenista brasileira; e relação da escola com o meio ambiente e, na outra etapa, o exame deverá tratar das áreas de conhecimento sobre História, Geografia, Ciências da Natureza e Matemática.

Tarefas 

Após definir as linhas pelas quais deve ser construida a certificação, a comissão nacional de professores irá trabalhar, até 25 de agosto, na construção de uma proposta mais detalhada, ouvindo professores e líderes indígenas nas aldeias e participando dos encontros preparatórios que serão realizados nos estados entre 11 e 28 de agosto. Concluídos os trabalhos, a proposta indígena será discutida e votada no encontro do Sistema Nacional de Formação Continuada e Certificação de Professores nos dias 10, 11 e 12 de setembro, em Brasília. O evento vai reunir 800 delegados tirados dos encontros estaduais, dentre os quais uma representação de professores indígenas.

Outra tarefa da comissão nacional é mobilizar os professores para que participem da certificação nacional. O objetivo, explica Lucy Brandão, é diagnosticar a formação dos professores, ver as deficiências e depois corrigi-las por meio de programas de formação inicial e continuada. De acordo com Kleber Gesteira, o MEC espera a participação de 800 a mil professores indígenas no exame de certificação.

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