A pesquisa do IBGE sobre os municípios brasileiros nos anos de 1998, 1999 e 2000 mostra que houve mais investimentos em saúde e educação nas cidades. No período, a proporção dos municípios que investiram mais de 40% do orçamento com educação e cultura aumentou de 16% para 21%. A Região Nordeste deu um grande salto, e a proporção de municípios que gastaram mais de 40% nessas duas áreas subiu de 33% em 1998 para 40% em 2000. À exceção da Região Sul, as demais regiões mostraram crescimento na proporção de cidades com gastos em educação e cultura acima da
média.
A pesquisa demonstra que, quanto à despesa per capita com educação, quanto maior é o município, menor o gasto por habitante com educação e cultura. Nas cidades de até cinco mil pessoas, 22% gastaram mais de R$ 250 por habitante. Já nas mais de 500 mil, a proporção foi bem menor: 3,5%. Outro dado mostra que a proporção de municípios que gastaram menos de 25% do orçamento com educação e cultura caiu de 12,5% para 8,2%.
A pesquisa do IBGE traz também a indicação de aumento das despesas dos municípios com saúde e saneamento no período. Em 1998, cerca de 15% dos
municípios gastaram mais de R$ 105 por habitante, e 50,5% dos municípios gastaram até R$ 55 por habitante). O percentual dos que gastavam mais de R$ 105 subiu para 17,4% em 1999 e 29% em 2000.
De 1998 a 2000, houve mais investimento em saúde Os municípios do Sudeste foram progressivamente aumentando seus gastos per capita com saúde e saneamento. Em 1998, 61,3% dos municípios da região gastavam mais de R$ 65 por habitante. A proporção subiu para 67,8% em 1999 e para 78,8% em 2000. O IBGE afirma que o estudo demonstra o esforço dos municípios de investir mais em saúde e saneamento.
De 1998 a 2000, revela o estudo, em todas as faixas populacionais houve aumento da concentração de cidades com gastos mais elevados nesses dois setores. Ocorreu também uma queda na concentração de municípios nos níveis mais baixos de gastos. Os municípios mais populosos, com 500 mil habitantes, foram uma exceção.


