Mães de alunos terão preferência na Alfabetização

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As mães dos estudantes beneficiados pelo Programa Bolsa-Escola terão preferência na seleção para ingresso, como alunas, nos programas de Alfabetização do País. A decisão será anunciada no próximo dia 7 de março pelo ministro da Educação, Cristovam Buarque, na véspera do Dia Internacional da Mulher. O ministro também fará pronunciamento no programa radiofônico A Voz do Brasil, a partir das 19h. Cristovam destacará que não há Educação sem mulheres educadas.

Na opinião do ministro, um pai educado não consegue necessariamente fazer com que um filho seja educado. “Mas não há uma mãe educada cujo filho não estude”, reitera. “O combate ao analfabetismo pode começar pela alfabetização das mães do Programa Bolsa-Escola para que elas incentivem a permanência dos filhos no colégio e os auxiliem nos trabalhos escolares”, reforça Cristovam.

O MEC parte do princípio de que Educação é um direito de todos, sem diferença de gênero, raça ou religião. Nos programas do Ministério, como os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), há temas relativos a igualdade, ética e cidadania, pluralidade cultural, meio ambiente, educação em sexualidade e saúde reprodutiva. Já o Programa Nacional do Livro Didático procura eliminar, por meio de avaliações, os estereótipos relativos a gênero, raça e etnia, além da deficiência nos conteúdos dos livros, textos e demais materiais didáticos.

O conteúdo não-discriminatório, por exemplo, é um dos critérios de seleção dos livros a serem adquiridos ou indicados pelo MEC para o Ensino Fundamental.

TV Escola – Os programas da TV Escola/MEC apresentam temas curriculares que afirmam a igualdade de direitos entre homens, mulheres, raças e portadores de necessidades especiais. O MEC também incentiva a implantação de programas de formação de mulheres para a liderança social. Programas como os do Fundo Nacional de Desenvolvimento do Ensino Fundamental e da Valorização do Magistério (Fundef), da Merenda Escolar e do Livro Didático exigem a participação de conselhos comunitários.

Por acreditar na imprescindível participação da mulher, mãe, profissional e educadora, o MEC reservou um andar do seu edifício-sede, em Brasília, à Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, ligada à Presidência da República.

O Dia Internacional da Mulher

Após protesto contra a jornada de 16 horas de trabalho e a reivindicação por melhores salários, em 8 de março de 1857, em Nova York (EUA), 129 operárias morreram queimadas. Durante a greve, patrões e policiais atearam fogo na fábrica têxtil Cotton, na qual as mulheres estavam trancadas.

A história daquelas operárias norte-americanas teve grande influência na promulgação do Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março.

No dia 3 de março de 1908, em Chicago, com a presença de 1,5 mil mulheres, lideradas por Lorine S. Brown, foi comemorado o primeiro Woman’s Day, documentado pelo jornal mensal The Socialist Woman. Em 1910, durante a 2ª Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, em Copenhague, a sindicalista Clara Zetkin, seguindo o exemplo das socialistas norte-americanas, propôs a criação do Dia Internacional da Mulher.

Quatro anos depois, na Alemanha, o Dia Internacional da Mulher passou a ser celebrado no dia 8 de março. Naquela data, foi concedido às mulheres alemãs o direito ao voto.

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