Fernando Henrique defende continuidade de programas na área de Educação

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O presidente Fernando Henrique Cardoso aproveitou a cerimônia de lançamento de livros para o Ensino Fundamental e defendeu a continuidade dos programas implantados no setor durante o seu governo. Em discurso, o presidente disse que não convém inovar onde não é preciso. Segundo ele, é preciso guardar forças para inovar onde for necessário, mas em certas áreas deve haver continuidade, porque programas sociais não acontecem de repente, não são conseqüência de um ato de vontade. “Não é um decreto do presidente nem uma Portaria do ministro que resolve. É a continuidade, a perseverança”, enfatizou.

Fernando Henrique rebateu as críticas de que os avanços na educação se resumem a números. Para ele, essas avaliações são fruto de um pessimismo que atrapalha o país. “Eu luto muito contra essas correntes de pessimismo, que de vez em quando assolam o país, porque isso atrapalha. Não é para dizer que está tudo bom, porque eu sei que não está, mas não se pode o tempo todo estar diminuindo a crença de que pode dar certo. Pode, não. Vai dar certo. Já deu e está melhorando!”, afirmou.

Ao reconhecer que ainda existem limitações a serem vencidas pelo futuro governo na educação, Fernando Henrique fez uma espécie de homenagem aos professores e a todos os envolvidos no processo educacional da rede pública brasileira. Para ele, a dedicação dos professores é o que faz a diferença na hora de ensinar. “Isso é fundamental. Eu costumava dizer, em outras oportunidades, que se podem fazer muitas mudanças. Se pode ter laboratórios muito complexos, se pode difundir os computadores, a Internet (…), mas nada substitui o professor e o aluno, a relação direta”, afirmou.

Para Fernando Henrique, a disposição, entretanto, é importante mas não é tudo. Ele ressaltou a importância de não minimizar os aspectos práticos do processo educacional, como os salários dos professores e a melhoria no equipamento das escolas. “É preciso tomar cuidado, porque isso pode ser usado para dizer que não precisa de mais nada. Precisa!”, enfatizou.

A cerimônia no Palácio do Planalto teve como objetivo lançar cinco publicações do Ministério da Educação voltadas para os profissionais do setor. Cada livro terá tiragem de 200 mil exemplares e será distribuído em 2003 para a pré-escola e o ensino fundamental das escolas públicas de todo o país. Os livros tratam do combate ao trabalho infantil, formação indígena, merenda escolar e dois livros direcionados especialmente para professores e diretores de escolas.

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