Cerca de 70% (69,1%) dos estudantes cearenses não concluem a educação básica: as oito séries do Cerca de 70% (69,1%) dos estudantes cearenses não concluem a educação básica: as oito séries do Ensino Fundamental e as três do Ensino Médio. É o que mostra a pesquisa Geografia da Educação Brasileira divulgada em março último pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), do Ministério da Educação. A desistência no Ceará tem o terceiro maior percentual do Nordeste e está acima das médias regional e nacional, 67,1% e 60%, respectivamente. E essa desistência só vem aumentando nos últimos anos. De 1998 para 2002, ano base da pesquisa, por exemplo, houve um aumento de 21,3%. A situação não é nada boa, avaliam os especialistas e admitem os gestores do sistema. Entretanto, garantem os gestores, isso não significa descaso do poder público com a educação no Ceará. “A educação enfrenta hoje uma crise de conjuntura nacional. Todas as pesquisas da área estão mostrando essa tendência de queda nos indicadores em todos os Estados”, disse o orientador da Célula de Avaliação e Pesquisa da Secretaria de Educação Básica (Seduc), Aléssio Costa Lima. De qualquer modo, adiantou ele, esses indicadores são importantes, pois servem como base para a elaboração de novas políticas públicas visando a reversão do quadro. Reversão que não passa apenas pelas salas de aula, mas pela mudança no contexto sócio-econômico do país. Pelo menos é isso o que defende Ana Maria Nogueira Cruz, diretora do Colégio Estadual Liceu do Ceará, referência no Ensino Médio do Estado. Para ela, que convive no Liceu com uma evasão anual acima de 20%, a desistência não está relacionada apenas com a qualidade da escola, pois os jovens estão tendo que esquecer os estudos e ingressar mais cedo no mercado de trabalho. Ana Maria diz ainda que a evasão no Liceu poderia até ser considerada pequena, caso não significasse a perda de mais de 300 alunos por ano. “Em sua grande maioria, da primeira série do período noturno. Se eles passarem pelo básico, fica mais fácil agüentar até o terceiro ano”, conclui. Distorção acima da média Isso porque, explica a coordenadora do setor de Estatística da Central de Dados da Coordenadoria de Planejamento e Política Educacional da Seduc, Eunice Cabral Queiroz, com a implantação do programa Tempo de Avançar, as pessoas fora de faixa e que há tempos estavam fora da escola foram reconduzidas para o sistema e contabilizadas na 8ª série. “E isso, aumentou a distorção”, explicou. Se bem que, o último Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (SAEB) indique que no Nordeste, o impacto da distorção idade/série no rendimento do aluno, não é tão significativo como no Sul do país. |
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Undime celebra 40 anos de atuação em defesa da educação pública municipal
Neste sábado, 10 de outubro, a União

