Gestão participativa e autonomia escolar. Esses têm sido temas bastante discutidos em encontros, seminários e mesas redondas do universo educacional de Manaus, mas a escolha dos diretores de escolas públicas ainda acontece sem a participação efetiva de professores, funcionários e alunos. Há, contudo, propostas para se escolher os dirigentes dos estabelecimentos de ensino públicos de forma mais democrática, dando à comunidade escolar o direito de votar, por exemplo, ou ao menos de indicar um nome que seja de consenso entre docentes e discentes.
“Acho uma boa os alunos poderem escolher os diretores de escolas pelo voto, ou pelo menos opinarem sobre isso, pois é um direito de todos escolhermos os nossos mandantes”, opinou Kethura Maiara Afonso, 18, estudante do 3º ano da Escola Estadual Djalma Batista, no bairro de Petrópolis, Zona Sul. Fazendo coro com Kethura, William Oliveira, 18, que cursa o 2º ano do ensino médio na mesma escola, acha importante a participação dos alunos no processo de escolha dos dirigentes escolares.
“Temos o direito de manifestarmos nossa opinião na escolhas dos políticos, então por que não podemos escolher o diretor do nosso próprio estabelecimento educacional”, questionou. Odilene Izel, 19, do 3º ano médio também da Djalma Batista, vai além: “Não participei da escolha do atual diretor e nem quero questionar sua competência, mas acho que os estudantes devem ter mais participação nesse processo, porque, no mínimo, deve haver afinidade entre alunos, professores, funcionários e diretor”.
Uma das professoras das disciplinas de Artes e de História da escola, que preferiu não revelar o nome, arrematou: “acho mais democrático o livre acesso para poder escolher o diretor das escolas públicas, até porque tudo que nos é imposto a gente não concorda, muito embora esteja contente com o trabalho atual diretor de nossa escola”, afirmou a professora.


