A desigualdade racial está em debate desde ontem, em Itabuna, durante um seminário que acontece até hoje, no auditório do Centro de Arte e Cultura da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc)
As discussões reúnem especialistas que defendem a inclusão social. Realizado pela prefeitura de Itabuna, com apoio Uesc e Fundação Ford, o evento aborda temas ligados à economia nas relações raciais no Brasil pós-abolicionista, política de cotas nas universidades, currículo, diversidade cultural e obrigatoriedade do ensino de cultura afrobrasileira.
A programação foi aberta às 8h de ontem, com uma apresentação cultural do bloco afro Dilazenze. Os trabalhos envolvem especialistas em programas de inclusão, como o educador Pablo Gentilli, o presidente da Fundação Palmares, Ubiratan Castro e a professora Ana Célia da Silva, da Universidade do Estado da Bahia (Uneb). O prefeito Geraldo Simões, o secretário municipal de Educação, Adeum Sauer e o coordenador do Programa Políticas da Cor, Pablo Gentilli, fizeram a abertura oficial do evento.
O professor da Uneb, Wilson Matos, fez a primeira conferência, abordando a pobreza e a desigualdade social. A ideologia do branqueamento na sociedade brasileira foi um dos temas mais fortes do evento, apresentado pelo presidente da Fundação Palmares, Ubiratan Castro. A polêmica política de cotas para negros na universidade brasileira, foi enfocada pelo geógrafo Renato dos Santos. A literatura e diversidade cultural e a sua poética de expressão africana, foi tema da conferência do doutor em literatura pela USP, Nataniel Ngomane. Hoje, uma das palestras de peso será do professor Pablo Gentilli, sobre as políticas afirmativas no contexto nacional e internacional.


