A Prefeitura de Manaus, por meio de uma parceria mantida entre a Secretaria Municipal de Educação (Semed) e Secretaria Municipal da Infância (Seminf) iniciou na última segunda a aplicação do Projeto Mobilização Social e Educação Popular, que visa transformar os agentes comunitários municipais em identificadores dos problemas sociais sofridos pela criança e adolescente. O projeto que vai combater o trabalho infantil e a violência contra a criança e adolescente será aplicado até o dia 12 de maio. Todas às segundas-feiras, a partir de agora, o grupo se reunirá com os agentes nas escolas para formar um trabalho de conscientização sobre o seu papel na proteção à criança e adolescente.
O primeiro treinamento do projeto foi aplicado na manhã de 14 de abril na Escola Municipal São Pedro, localizada na rua Matos Areosa, s/n, no bairro da Compensa II. Durante duas horas e meia, 17 agentes, conhecidos como verdinhos, receberam noções sobre Código Civil, Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e leis trabalhistas. Eles tomaram conhecimento sobre os trabalhos e as ações para coibir o trabalho infantil e violência doméstica contra a criança e adolescente.
O projeto está sendo realizado sob a responsabilidade da Seminf para a execução de ações comunitárias de divulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Segundo a psicóloga responsável pelo projeto, Nívea Valente, as ações serão aplicadas principalmente na zona Oeste da cidade, onde foram registrados maiores índices de violência contra a criança. “Infelizmente os registros de maus-tratos feitos por denúncias são liderados pela zona Oeste. Por isso vamos trabalhar a prevenção à violência doméstica, ao trabalho infantil, violência e exploração sexual”, disse a psicóloga, afirmando que irão trabalhar no sentido de envolver os agentes na rede de proteção à criança.
O objetivo do trabalho é unir agentes comunitários, a escola e os estudantes. “Eles poderão identificar quando uma criança está sendo maltratada dentro de casa. Ao suspeitar ele já vai poder conversar com a criança ou encaminhar o caso para os professores e coordenadores envolvidos no trabalho”, disse a psicóloga.
Rendimento escolar
Para a diretora da escola, Maria Luzilda Castilho, essa é uma integração importante uma vez que há muita dificuldade na hora de se identificar os problemas sociais. “Esses problemas repercutem no rendimento escolar. Sentimos que há muita dificuldade em saber da criança se ela é vítima de violência, se é maltratada. Por isso sentimos que a chegada dos agentes ao projeto trará melhorias e eles nos ajudarão a atuar com a criança e adolescente”, disse
A diretora garante que os agentes ajudam a prevenir a violência. “Em todos os aspectos. No lado externo e interno da escola e nas salas de aula a sua participação será importante. Eles são respeitados pelos alunos e convivem com eles”, afirmou Maria Luzilda.


