O Ministro da Educação, Cristovam Buarque, homologou no dia 18 de dezembro, parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) que orienta as escolas de níveis infantil, fundamental, médio, profissionalizante e superior quanto ao uso de drogas pelos alunos. O parecer recomenda, entre outros procedimentos, que, dos currículos dos cursos de formação dos professores de ensino médio e superior, constem conhecimentos sobre drogas e procedimentos de prevenção e de intervenção.
O CNE sugere, também, que os projetos pedagógicos de todas as modalidades de ensino contemplem o desenvolvimento, nos alunos, de conceitos, habilidades, procedimentos e atitudes referentes ao uso de drogas, além da integração das ações de todas as instituições de ensino do País com as iniciativas dos vários órgãos governamentais e da sociedade, incluindo as famílias dos alunos, no combate ao uso de drogas.
Dados divulgados pelo Levantamento Domiciliar sobre o Uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil de 2001-2002 feito pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) em parceria com o Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), da Escola de Medicina da Universidade Federal de São Paulo, mostra que 19,4% da população pesquisada já usaram drogas, e que a maconha é a mais utilizada entre as drogas ilícitas. Ainda segundo levantamento, a estimativa de dependentes de álcool é de 11,2% e de tabaco, 9%.
De acordo com o parecer, droga não é apenas assunto policial, mas educacional. Por isso, o processo de educação nas escolas deve enfatizar, na consciência das pessoas, as conseqüências decorrentes do uso de drogas e os riscos associados a tal prática. “Observar o comportamento dos alunos é a principal tarefa dos professores. Se o estudante falta muito às aulas, se demonstra dificuldade no aprendizado, é sinal de que algo está errado”, salienta Éfrem Aguiar Maranhão, um dos relatores do parecer.


