Os mais de 40 mil carteiros do país estão na mira de Cristovam Buarque nos projetos que o ministro vem arquitetando para desenvolver “uma paixão nacional pela leitura”.
São idéias ainda em gestação, mas é em torno delas que vem passando boa parte de seu tempo o novo titular da pasta de Educação. Espécie de “Fome Zero de Letras”, o projeto usaria como base um amplo programa de “bibliotecas domésticas”, 150 mil delas, que teriam os livros distribuídos pelo Correio. O embrião é o projeto Mala do Livro, que Buarque tocou em seu governo no Distrito Federal.
Como nesse, famílias de baixa renda seriam destinatárias de caixotes de madeira com livros, que abasteceriam a vizinhança.
Em conversas com editores, o ministro também manifestou o desejo de desenvolver uma linha de livros com adaptações de histórias adultas em vocabulário reduzido, para os recém-alfabetizados mais crescidinhos.
Buarque, que ontem receberia o editor e livreiro Oswaldo Siciliano, candidato à presidência da Câmara Brasileira do Livro, tem sinalizado ainda que pretende manter os programas da gestão Paulo Renato de Souza de distribuição maciça de obras não-didáticas nas escolas.


