Educadores paulistas rejeitam aprovação automática

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São Paulo, SP – O fim da aprovação automática foi uma das principais reivindicações do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de São Paulo (Apeoesp) durante os fóruns “A escola dos nossos sonhos”, realizado pelo governo do estado de 26 a 28 de março. A posição da entidade foi, mais uma vez, explicitada em comunicado à comunidade escolar, distribuído dia 26. No texto, a diretoria argumenta que desde o governo Covas a educação de São Paulo tem negligenciado a qualidade em favor da quantidade, processo que continua na atual gestão.

“Participamos e organizamos diversas manifestações exigindo o fim da vergonhosa aprovação automática instituída por esta administração. Uma política que tem como único objetivo “empurrar” nossos alunos para as séries seguintes, sem o devido aprendizado. Diante de nossas manifestações, o governo estadual fez muitas promessas, mas até agora o sistema não foi alterado”, diz o documento, argumentando que o governo trata da educação de forma simplista jogando sobre pais, que não acompanhariam o rendimento dos filhos; e professores, incompetentes; e alunos, incapazes; a culpa pela má qualidade da educação.

O comunicado elenca ainda diversos problemas para os quais a categoria tem chamado atenção. “Todos nós, professores, pais e alunos, perguntamo-nos: como pode uma aula com qualidade em uma sala com mais de 50 alunos? Como nossos alunos podem adquirir o aprendizado necessário em todas as áreas de conhecimento se o governo mandou diminuir o número de aulas? Como, em pleno século XXI, ainda existem crianças estudando em escolas de latinha? Como nossos professores podem, dia-a-dia, assegurar a qualidade de suas aulas se não lhes é possibilitado realizar cursos de formação e atualização? Como ensinar com tranqüilidade, se muitas vezes, para poder sobreviver, este professor leciona em mais de uma escola, com até três períodos, o que significa jornada semanal de até 64 horas e mais de mil alunos para ensinar, avaliar e preparar para enfrentar as dificuldades que aí estão?”

(Assessoria de Comunicação da Apeoesp)

 

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