Depois de treinar alfabetizadores em nove Estados, agora os educadores cearenses que participam do Alfabetização Solidária se preparam para levar sua colaboração a países como Cabo Verde e Angola, na África, continente que no ano passado implantou o programa.
Os Estados visitados foram Alagoas, Bahia, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Goiás e Tocantins.
No Ceará os dois primeiros municípios beneficiados com o Alfabetização Solidária foram Granja e Uruoca, na zona norte do Estado, os que apresentavam os piores indicadores em educação.
O programa funciona através de uma rede de parceiros que inclui a sociedade civil, o governo (nas três esferas) e o setor privado, através de parcerias.
Cabe às universidades participantes selecionar, capacitar e acompanhar os alfabetizadores, que recebem uma bolsa simbólica de R$ 120,00 mensais.
O programa deve continuar este ano. ‘‘A intenção do programa é permanecer atuando em todos os municípios do Estado’’, finaliza o pró-reitor da Uece, Cândido B.C. Neto.
MINISTÉRIO – A proposta do novo ministro da Educação, Cristovam Buarque, de acabar com o analfabetismo lançou o desafio de alfabetizar até maio deste ano cem mil brasileiros.
A meta do novo ministro da Educação é de que nos primeiros 150 dias de governo cinco mil alfabetizadores em dez Estados comecem a trabalhar nesse sentido.
O ministro Cristóvan Buarque considera que até mesmo a televisão, através das novelas, pode ser um aliado para incentivar os brasileiros a terem gosto pela leitura e o estudo. A idéia é tornar a educação uma mania nacional, defende o ministro.
A expectativa é de o voluntariado, além de organizações governamentais e não-governamentais, entrem na luta para erradicar o problema.


