Educação define as metas até 2015

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O coordenador Executivo da Unidade de Dakar da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), Abhimanyu Singh, apresentou ontem, na primeira reunião Anual da Consulta Coletiva de Organizações Não Governamentais sobre Educação Para Todos (EFA), os primeiros resultados do Fórum Mundial da Educação, realizado em Dakar, em abril de 2000, e do encontro de Monterrey, em 2002. Nesses eventos, entidades civis e representantes dos países membros da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovaram as metas para a educação até 2015. Singh afirmou que o Brasil, incluído no grupo G-9, das nações em desenvolvimento e mais populosas, está conseguindo resultados adequados frente às metas.

O dirigente destacou que, segundo as informações do relatório anual da EFA, o Brasil promoveu ações com vistas a levar educação para todos. Entre as seis metas propostas nos encontros internacionais, o Brasil vem atendendo às três mais importantes: o atendimento à educação infantil fundamental, a igualdade de gênero e a alfabetização de adultos. Ele salientou que no país existem mais meninas do que meninos matriculados nas escolas, o que prova não haver discriminação na educação, ao contrário de outras nações que integram o G-9. Singh apontou que, entre 1990 e 2000, o Brasil avançou o nível de alfabetização em 5%, o que é considerado muito bom.

As preocupações da Unesco para levar mais educação aos povos resultou em acordos firmados em Monterrey, quando 189 chefes de Estado se comprometeram para que países desenvolvidos prestem apoio aos não-desenvolvidos, para ampliar a educação. Na prática, se busca inserir no processo 115 milhões de crianças que não freqüentam a escola e 862 milhões de adultos analfabetos (acima de 15 anos), distribuídos em 70 países. Um dos efeitos práticos de Monterrey, conforme Singh, foi a disponibilização de 400 milhões de dólares para atender a sete dos 18 países que já apresentaram propostas para receber ajuda dos desenvolvidos. O representante da Unesco no Brasil, Jorge Werthein, abriu a Reunião Anual, lembrando que as ações da instituição estão voltadas, desde o final da década passada, cada vez mais para políticas de erradicação da pobreza em escala global, nas quais figura a educação.

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