Desempenho de estudantes brasileiros preocupa Abicalil

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O desempenho de estudantes brasileiros no Programa Internacional de
Avaliação de Alunos – Pisa é um dos temas de discussão entre representantes de diversos países em Florença, Itália, desde ontem, 17, até quarta-feira, 19. O fato dos discentes do Brasil não terem atingido “habilidades básicas” – como cita do relatório da Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico – OCDE -, é a principal preocupação do Deputado Federal Carlos Abicalil – PT/MT, um dos brasileiros que participa dos debates. A OCDE, responsável pela realização do Pisa, é uma  associação autônoma que reúne 28 países, entre eles Bélgica, Canadá, Suécia e Suíça.

Uma das preocupações do Deputado está na tabela 9 do Estudo, que aponta, por índices determinados pelo Pisa, o quanto os alunos brasileiros lêem, em comparação aos estudantes dos outros países pesquisados. Além de ser o último colocado, o Brasil está aquém da média dos países da América Latina pesquisados. Confira alguns dados da tabela: Países com maior índice de leitura:

1 – Finlândia : 546 (…)
16 – Estados Unidos: 504 (…)
32 – Brasil: 396.

Pontos em destaque:
* Há um grupo de países da OCDE com resultados estatisticamente
superiores à média do conjunto de países que formam a OCDE. Esse grupo é formado por Finlândia, Canadá, Nova Zelândia, Austrália, Irlanda, Coréia do Sul, Reino Unido, Japão, Suécia, Áustria, Bélgica e Islândia.

* Há um grupo de países com resultados estatisticamente equivalentes à
média dos países da OCDE. Este grupo é formado por Noruega, França, Estados Unidos, Dinamarca e Suíça.

* Há um grupo de países com resultados estatisticamente inferiores à
média da OCDE. Este grupo é formado por Espanha,  República Checa, Itália, Alemanha, Liechtenstein, Hungria, Polônia, Grécia, Portugal, Federação Russa, Letônia, Luxemburgo, México e Brasil.

* O melhor resultado médio em leitura foi o da Finlândia, enquanto o
pior foi o do Brasil.

Segundo Abicalil, o Pisa é uma pesquisa internacional da qual mais de
duzentos mil alunos de 32 países participaram na etapa de 2000. No Brasil, participaram 4.893 jovens com idades entre 15 e 16 anos. Em cada país participante há uma coordenação nacional. No Brasil, o Pisa foi coordenado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais – Inep, autarquia vinculada ao Ministério da Educação.

Na prova, são avaliados temas como os conhecimentos, habilidades e
competências adquiridos pelos alunos, de modo a saber como é a participação de cada um, efetivamente, na sociedade. “O propósito do Pisa é aferir a habilidade dos alunos para utilizar ativamente o conhecimento adquirido em situações que serão relevantes em suas vidas futuras”, cita o relatório final do Pisa, disponível na página do Inep. Separadamente são avaliados ainda Leitura, Matemática e Ciências. “O Pisa considera que a escola não é capaz de ensinar aos alunos tudo o que eles precisam saber na vida adulta e que eles devem continuar a aprender além da escola”, diz o relatório.

“Estamos discutindo os critérios do Pisa e as sugestões dos países da OCDE para as necessárias reformas dos sistemas de ensino”, explica Abicalil. Os debates, na avaliação do deputado, são uma forma de permitir aos vários países conhecerem melhor as semelhanças e diferenças, além de estabelecerem trocas de experiências, expectativas e preocupações. Abicalil, que participa do encontro como vice-presidente da Internacional da Educação – IE para América Latina informa que todos os resultados do encontro em Florença serão
divulgados.

Sete cidades de MT devem prestação de contas ao FNDE

Barão do Melgaço, Confresa, Luciara, Nova Marilândia, Porto Alegre do Norte e Rondolândia são cidades mato-grossenses apontadas como devedoras de prestações de contas junto ao Fundo Nacional de Desenvolvimento do Ensino – FNDE. A informação foi repassada pela autarquia à Comissão de Educação da Câmara, a pedido do Deputado Carlos Abicalil – PT/MT. O parlamentar demonstrou preocupação com a situação principalmente de Confresa e Luciara, onde a falta de prestação de contas data de 1999 e 2000. Na avaliação de Abicalil, é preciso que esses municípios revertam esse quadro o quanto antes.

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