O ministro da Educação, Cristovam Buarque, abriu ontem a programação comemorativa ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março. Para ele, a comemoração é reconhecimento ao papel das mulheres no processo educacional e na vida brasileira. ‘Venho dizendo há muito tempo que a luta para resolver os problemas sociais do Brasil passa pelo sentimento que a mulher tem. Eu sempre tenho dito que precisamos feminilizar a economia’, disse.
Buarque enfatizou que é preciso levar ao país inteiro o sentimento de urgência em resolver os problemas sociais que é próprio da mulher. ‘Não dá para esperar o Brasil ser rico, desenvolvido, para começar a resolver o problema da educação, da saúde e da alimentação do povo brasileiro’, salientou. O ministro também ressaltou que a educação inicia no ventre da mãe e afirmou que, ao ver uma mulher grávida, pensa: ‘está carregando um aluno, é só questão de esperar mais quatro ou cinco anos’. Hoje Buarque homenageia uma professora gaúcha e outra de Minas Gerais, que dedicaram suas vidas ao ensino de qualidade. Lucia Zoehler, de 85 anos, natural de Não-Me-Toque, mora em Brasília desde 1968. Professora de Geografia, História e OSPB, ela completa 47 anos de magistério, tendo dado aula para dois mil alunos semanalmente ao longo dos 23 anos em que lecionou em Brasília. Hoje, Lucia tem uma chácara na Asa Sul, onde planta verduras e hortaliças que vende para um entreposto de alimentos sem agrotóxicos da cidade.
A outra professora homenageada pelo ministro é Marcia Sousa de Almeida, de Boa Esperança (MG), viúva de um deputado, que fundou em 1948 as Escolas Caio Martins, que oferecem formação profissional para crianças sem lar. Hoje há sete dessas escolas no interior mineiro, por onde já passaram mais de 40 mil alunos. No Ministério da Educação, atuam mais de 600 mulheres, só do quadro de carreira.


