“A participação de todos os professores em um movimento para romper com os obstáculos que impedem a educação no País” foi defendida pelo ministro Cristovam Buarque ontem, 23, na abertura do 5º Congresso da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee). O ministro disse, ainda, “faço um apelo a cada um de vocês para realizarmos um movimento, porque somente com uma participação forte vamos romper com a cultura, a política e a falta de recursos que impedem a educação”.
Ele recordou das principais campanhas nacionais dos últimos anos, como a das Diretas Já e a do impeachment de Fernando Collor da presidência. “A causa de hoje é a educação do povo brasileiro”, acrescentou. Essa cruzada pela educação, na opinião do ministro, exige a definição de prazos e metas. Cristovam lembrou que o professor é o elemento central do processo educacional, e acredita que os mestres não serão os construtores do futuro se continuarem com um salário médio de R$ 530,00.
Cristovam Buarque declarou que os governantes do Brasil, nas últimas quatro décadas, investiram em estradas, hidrelétricas, concederam subsídios para empresários, mas deixaram a educação sem recursos. Ele atribui ao governo Lula a obrigação de dar um salto na área educacional como nenhum outro na história do País. “Este é o governo da inclusão social, da educação e da saúde”, disse, lembrando que esses itens fizeram parte das bases de fundação do PT.
O presidente da confederação, Augusto César Petta, falou da responsabilidade das instituições sindicais na eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele ressaltou que a Contee terá uma posição de independência e autonomia em relação ao governo, partidos e posições religiosas. “Vamos apoiar as medidas de interesse dos trabalhadores e criticar aquelas que prejudicam a classe”, observou.
Os participantes do congresso, que está sendo realizado no Hotel Nacional até sábado, discutem o panorama educacional brasileiro, avaliam as campanhas salariais da categoria, entre outros assuntos. Além das instituições ligadas ao movimento dos professores, contam com participantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da União Nacional dos Estudantes (UNE).


