Cristovam Buarque anuncia novas metas para a Educação

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Vontade política, cordialidade e muita criatividade resumem o discurso de posse do novo ministro da Educação, Cristovam Buarque. Agradecimentos ao antecessor Paulo Renato Souza por não “pegar” um Ministério parado. “A Educação está em marcha. Agora é pisar no acelerador e dobrar à esquerda”, disse Cristovam ao anunciar os desafios de sua administração, que quer o “Brasil com mania de Educação”.

Citando o presidente cubano, Fidel Castro, que prestigiou a cerimônia, o ministro destacou a tarefa de fazer a Educação caminhar independentemente das condições financeiras e/ou orçamentárias. “Tenho confiança de que a história se faz com os homens que querem caminhar”, afirmou Buarque a cerca de mil pessoas que lotaram auditório e corredores do Ministério da Educação.

O ministro dedicou seu discurso de posse aos 20 milhões de analfabetos brasileiros. “Meu desafio é abolir o analfabetismo no Brasil e quero começar, junto com minha amiga Esther Grossi (deputada federal e futura secretária Nacional da Alfabetização) pelos que não sabem ler e escrever aqui no Ministério e também pelos aposentados – que têm tempo e salário – e os jovens que estiverem se alistando.

As alternativas e a criatividade na elaboração das novas políticas públicas educacionais não pararam aí. Cristovam Buarque voltou a dizer que o MEC será o ministério das crianças brasileiras “Vamos fazer uma escola ideal neste País. O PT se compromete a dar uma vaga escolar a cada criança brasileira a partir de 4 anos”, prometeu o novo ministro convocando os governadores a “construir a escola que devemos ao Brasil há 500 anos”.

Citando as mulheres o ministro disse que “não há Educação se não há mulheres educadas. Educar o Brasil significa atrair as mulheres para essa missão. A luta pelo fim da pobreza começa com o poder nas mãos das mulheres”, destacou.

Sem esquecer o ensino médio, Cristovam convocou a juventude para o combate à fome e a miséria e pela luta por uma boa Educação no Brasil. “Não há revolução sem a mobilização dos estudantes. Quero os universitários na vanguarda desta revolução”, disse, prometendo ainda que vai lutar para que a profissão de professor seja valorizada no governo Lula. “Assim como o presidente Lula é o servidor número um do País, quero ser o professor número um do Brasil”, comprometeu-se Cristovam, destacando que servidores, profissionais da área educacional e reitores terão nele um aliado.

Sobre o ensino superior, o ministro anunciou que seu desafio é “inventar uma nova universidade”, que descobrirá uma forma de avançar mais rápido no conhecimento, com ética e sem esquecer os pobres que estão do lado de fora dela. “Quero ser o auxiliar do Lula para conseguir que este metalúrgico deixe sua marca na universidade”, disse.

Cristovam também falou da primeira caravana dos ministros no próximo dia 10 ao semi-árido nordestino juntamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Lula vai colocar os ministros em uma escola. Depois dessa visita quero que ele invente outra aula prática, porque governar é mais que administrar, temos que amar”.

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