Os ministérios da Educação (MEC) e da Defesa devem fechar, até o meio de março, uma parceria no combate ao analfabetismo. Em projeto a ser apresentado pelo ministro da Educação, Cristovam Buarque, o MEC proporá que o Exército, a Marinha e a Aeronáutica se estruturem, junto à rede de ensino público, para alfabetizar, nos próximos quatro anos, todos os jovens que se alistarem no serviço militar e não souberem ler e escrever.
Caso a parceria seja confirmada, o cadastramento dos analfabetos será feito no local do alistamento. Dentro dos quartéis existirão salas de aula onde serão ministrados cursos de cerca de três meses.
Na falta de espaço nos quartéis, será utilizada a estrutura física das escolas públicas municipais. Por isso, o projeto conjunto dos dois ministérios também exigirá um convênio com as prefeituras, que cederiam salas e professores.
O MEC também estuda a possibilidade de, na falta de mão-de-obra, convocar os reservistas dispensados do serviço militar obrigatório, ou os que cumpriram seu período de quartel, para trabalhar como professores. Neste caso, eles seriam capacitados e receberiam uma modesta remuneração.
Todos que se alistarem e forem analfabetos, mesmo os que sejam dispensados do serviço militar, receberão o convite para participar do curso de alfabetização.
A meta do MEC é alfabetizar, no mínimo, 3 milhões de pessoas em 2003. No próximo ano, a expectativa é de que mais 7 milhões de brasileiros aprendam a ler.


