Em setembro começa nova etapa do Prêmio Escrevendo o Futuro. Depois dos trabalhos de professores e alunos em sala de aula, e a escolha do melhor texto da escola, é hora das comissões estaduais selecionarem os trabalhos que participarão das semifinais do Prêmio. Cada comissão escolhe os três melhores textos do Estado em cada um dos gêneros trabalhados: poesia, texto de opinião e texto de memória.
A Undime em cada Estado organiza a comissão, convidando professores e educadores de destaque ou especialistas, vinculados às secretarias estaduais e municipais de Educação, ou às universidades. Cada comissão tem, no mínimo, dois membros. O número é proporcional à quantidade de textos enviados pelas escolas. Todos os membros participaram de encontros de formação e capacitação, entre julho e agosto deste ano, para estudarem os critérios de análise e seleção dos textos. Alguns participam das comissões julgadoras do Prêmio desde 2002.
Razão e emoção juntas
Professor da rede estadual do Pará desde 1990, Elias Neves Gonçalves vai participar pela segunda vez da comissão julgadora de seu Estado. Elias especializou-se em Leitura e Produção de Textos na PUC-MG e, em agosto, esteve em Brasília para participar dos encontros de formação e capacitação. “Foi ótimo, pudemos ver as modificações no material usado”, destacou. Como parte do encontro, Elias e outros educadores também produziram textos e analisaram o trabalho de alunos participantes em outras edições do Prêmio, nos três gêneros, além de discutirem os critérios de pontuação estabelecidos.
O professor falou do entusiasmo em poder participar da comissão: “Costumo dizer que a gente esquece que é um Prêmio e pensa nele como um Projeto. Eu me sinto como um cidadão, exercendo um benefício para o Brasil”. Ele também ressaltou que, apesar da satisfação e do envolvimento com o trabalho, a comissão tem critérios objetivos para a avaliação: “A gente se envolve, é uma coisa de razão e emoção juntas. Mas isso não quer dizer que deixamos o emotivo prevalecer. Dosamos isso bem e os critérios de avaliação são muito claros”.
Os trabalhos das comissões julgadoras estaduais acontecerão de 11 a 22 de setembro, exceto em São Paulo que já teve início no último dia 1º.


