Ceará – Presidente da Abong constata irregularidades nas escolas

Picture of undime

undime

A defasagem na educação de crianças e adolescentes inclui uma série de fatores como escolas públicas de Fortaleza com estruturas físicas precárias, esgoto aberto, banheiros sem porta e mal cheirosos, cadeira muito alta para crianças, o que vêm a prejudicar a circulação.

E, ainda, falta de material escolar, até mesmo os livros didáticos que são uma garantia aos alunos do ensino público, a exemplo do Anexo Deputado Manoel Rodrigues, no Jardim Guanabara, em Fortaleza,visitado na tarde de 20 de fevereiro, pelo relator Sérgio Haddad, presidente da Associação Brasileira de ONG´s (Abong).

Ele também esteve na Creche Sonho Infantil, onde falta desde materiais didáticos para as aulas até brinquedos educativos.

As professoras têm apenas o ensino médio sem nenhum preparo para o magistério. “Tudo isso vem atrasando raciocínio lógico, o desenvolvimento motor e lingüístico das crianças”, alerta a professora Helena Vieira Cruz, da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Este retrato é apenas um dos muitos observados atentamente pelo relator nesta semana de visitas as escolas de Fortaleza, onde conversou diretamente com os estudantes para saber o dia-a-dia deles.

Hoje,21, Sérgio participa de uma audiência pública na Assembléia Legislativa, às 10h30, para tratar do assunto com entidades e também apresentar a situação ao poder público.

“Meu papel é ouvir as partes e tentar tirar uma radiografia sobre a educação brasileira para o relatório que estou preparando. Recebi denúncias e o que vejo é um ambiente com problemas bem difíceis como banheiro sem luz, sujo, sala inundada”, aponta.

Segundo ele, esta visita é sua primeira missão e vai subsidiar tanto a reunião da Organização das Nações Unidas (ONU), no dia 03 de abril na Suíça, como a Conferência Nacional de Direitos Humanos em Brasília, no mês de maio.

A expectativa da Comissão de Defesa do Direito à Educação, que fez as denúncias, é que esta realidade ganhe repercussão nacional.

“Já faz mais de três anos que a gente vem denunciando o descaso local. Mas só o que chega para a ONU são números de que as crianças estão na escola. Mas o que importa é o tipo de educação que vêm recebendo”, avalia o coordenador da Comissão, Raimundo de Brito Neto.

Assine nossa newsletter