Brasil Alfabetizado chega a comunidades indígenas

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O programa Brasil Alfabetizado, em parceria com o Movimento de Alfabetização do Mato Grosso do Sul, lança em março deste ano o projeto Guaritô. A iniciativa vai alfabetizar cerca de 60 jovens e adultos da comunidade indígena Guato, etnia que vive na ilha Ínsua, na aldeia Uberaba, localizada a 340 km da cidade de Corumbá. O acesso à região é restrito a barco e a viagem leva dez horas. A ilha é composta por núcleos de famílias, com grupos de até 12 pessoas, alguns deles separados por distâncias de até 80 km. Uma voadeira – espécie de canoa com motor e cobertura de lona e capacidade para até oito pessoas – doada pela Empresa Transmissora de Energia Elétrica do Sul do Brasil S.A. (Eletrosul) vai transportar os alfabetizadores até a ilha.

“A alfabetização é feita em famílias, e os alfabetizadores dão aula em cada núcleo”, diz a coordenadora regional do Brasil Alfabetizado, Maria Cilena Pinto. No entanto, a secretaria estadual de Educação está construindo uma escola na região, que será inaugurada em abril, para atender toda comunidade indígena. “A escola será informatizada e terá luz solar, com equipamento fornecido pela Eletrosul. Todo o material de construção e equipamentos segue em chatas, tipo de barca de grande porte”, conta Maria Cilena.

Atualmente, funciona na ilha uma sala de aula multisseriada, que atende às crianças da comunidade. Segundo a coordenadora, “é muito importante que toda a aldeia seja alfabetizada, para que a comunidade possa vender seu artesanato, entender melhor sobre o plantio, a fauna e a flora da região”.

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