Bolsa-escola cuidará também da saúde

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O programa bolsa-escola federal ficará mais amplo. Para receber o auxílio, as famílias terão de cuidar não apenas da freqüência dos filhos na escola. A intenção do governo é a de cobrar, simultaneamente, cuidados com a saúde dos meninos e meninas entre 7 e 14 anos. Estuda-se a possibilidade de verificar, por exemplo, se eles estão com a carteira de vacinação em dia. Dessa maneira, ficariam integrados os trabalhos dos Ministérios da Educação e Saúde. Uma atitude bem vista pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, defensor da cooperação entre os ministérios da área social.

  Outra mudança prevista é a forma de pagamento. O dinheiro será pago por família, e não mais por criança. Atualmente, o governo paga R$ 15 por aluno matriculado no ensino fundamental. Cada família tem direito a, no máximo, R$ 45 por mês. Desde que o programa federal foi lançado, em 2001, Cristovam Buarque, hoje ministro da Educação, criticava esse modelo de pagamento. Na opinião de Cristovam, o valor da bolsa deve ser o mesmo para todas as famílias. Assim, evita-se que os pais deixem os rebentos não contemplados pelo programa fora da escola.

  Quando implantou o bolsa-escola no Distrito Federal, em 1996, Cristovam ofereceu um salário mínimo por família. O novo secretário nacional de Bolsa-Escola, Marcelo Aguiar, espera uma definição orçamentária para verificar se é possível aumentar esse valor. Mas o orçamento previsto para o programa nacional continua em R$ 2 bilhões. Será difícil para o ministério aumentar a bolsa de R$ 45 para R$ 200.

No Brasil

5,1 – milhões de famílias são beneficiadas hoje pelo programa bolsa-escola do governo federal

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