Os professores da rede estadual de ensino aprovaram ontem,12 de março,pela manhã, em assembléia geral no auditório da Fetiema, a paralisação de suas atividades a partir de segunda-feira, dia 17, em todos os municípios. Mais de 250 mil alunos podem ficar sem aulas. Segundo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma)o governo do Estado propôs a atualização da tabela salarial em 36 parcelas o que não foi aceito pelo gerente de Planejamento, Luciano Moreira, discutindo a forma de recomposição da tabela pediu que a atualização fosse feita em três vezes.
Em agosto do ano passado, o Sinproesemma liderou uma greve de 10 dias, quando os educadores reivindicaram a reposição salarial e a atualização conforme o Estatuto do Magistério, que estabelece um intervalo de 5% entre cada uma das 25 referências funcionais. Para suspender a greve foi firmado um acordo entre o sindicato e o governo do Estado, pelo qual seria estudado a recomposição da tabela funcional.
Com a suspensão da paralisação, Sinproesemma, gerência de Planejamento e gerência de Desenvolvimento Humano constituíram uma comissão para definir a forma de reposição salarial e de atualização da tabela. Ficou estabelecido entre os representantes dos órgãos que o pagamento da reposição viria nos contracheques de janeiro e que a atualização da tabela funcional ocorreria em três vezes, nos meses de fevereiro, março e abril. A reposição foi paga em fevereiro, mas a recomposição da tabela não foi cumprida. Depois de aplicada a lei, salários de R$ 800 passariam para cerca de R$ 1.200. “É isso que vai fazer a diferença no bolso do professor”, diz o presidente do Sinproesemma, professor Odair José.
Os educadores ficaram descontentes com a proposta feita pelo gerente Luciano Moreira. “Em alguns contracheques seriam acrescidos centavos”, reclama Odair José. Para marcar seu descontentamento, os educadores marcaram uma concentração na praça Deodoro, na segunda-feira, dia 17, a partir das 9 horas, com a realização de passeata pelo Centro da cidade.
NEGOCIAÇÃO
A Gerência de Planejamento informou por meio de sua assessoria de imprensa que foram negociadas todas as possibilidades para evitar a decretação de uma greve.”O governo do Estado tentou de todas as formas evitar a decisão precipitada dos professores em deliberar de greve, o que irá causar enormes transtornos à sociedade, em prejuízo a milhares de alunos da rede estadual de ensino”, afirmou o gerente de Planejamento, Orçamento e Gestão, Luciano Moreira, que ainda não foi oficialmente da paralisação. “A categoria é consciente do esforço do governo em atender as suas reivindicações, uma das quais cumprida recentemente que foi o pagamento das perdas salariais, conforme acordo fechado com o Sindicato dos Professores em agosto do ano passado”, complementou.
“O governador José Reinaldo Tavares tem dado clarademonstração que a educação é uma prioridade de seuplano de governo, tendo como uma de suas diretrizes odesenvolvimento de uma política de valorização dosprofessores”, acentuou Luciano Moreira.


