Quando os 950 alunos da Escola Municipal Sérgio Vieira de Mello, no Leblon, voltaram das férias, encontraram um ambiente diferente. O colégio foi um dos cinco escolhidos para uma reforma iniciada ano passado na rede municipal, na qual pedreiros e arquitetos tiveram a mesma importância que pedagogos e professores. Paredes com cores mais vivas e espaços mais arejados são algumas das mudanças criadas a partir de uma parceria da Secretaria de Educação com a Rio Urbe.
Um dos idealizadores do projeto foi o diretor do Departamento de Infra-Estrutura da secretaria, o professor José Mauro da Silva. Segundo ele, o projeto será estendido gradativamente a todas as
1.048 escolas do município. Até o mês que vem, mais seis estarão prontas.
– As instituições mais antigas já não atendiam à demanda dos alunos. Precisávamos modernizar a estrutura escolar do Rio – explicou José Mauro. Com as novas salas de aula – que são maiores (52m² cada) e mais arejadas – as cinco escolas reformadas têm capacidade para atender em média a mil crianças. A ampliação do espaço permitiu que as instituições passassem a oferecer, além das matérias obrigatórias, aulas de arte, teatro, palestras e leitura.
Para isso, foram criados espaços lúdicos, como sala de dança e auditório com palco e rampa de acesso para deficientes – parte do pacote de atividades multimídias que serão oferecidas. As escolas também contam com quadras cobertas para a prática de esportes.
O refeitório foi ampliado assim como a cozinha industrial, que fornece cerca de mil refeições diárias, com cardápio feito pelo Instituto de Nutrição Annes Dias. Os banheiros também foram reformados para melhor acesso de crianças que tenham algum problema físico.
A arquiteta Teresa Rosolen, coordenadora do plano, organizou o projeto dentro de um conceito de eficiência energética: luminárias econômicas e ventilação cruzada foram artifícios para melhor uso da energia.As obras exigiam velocidade de conclusão por causa do grande volume de alunos. – Precisávamos entregar as obras num curto espaço de tempo porque criança fora da escola é um prejuízo grande para o governo – explicou Teresa.
Ainda de acordo com a arquiteta, o investimento inicial da obra foi maior do que o de uma escola tradicional, mas a manutenção, feita anualmente, tem custo bem menor.


