Fortaleza – A Apeoc é contra a forma de seleção de professores sem concurso público, apenas com análise de currículo e entrevista, que a Secretaria de Educação (Seduc) está realizando e pede a sua anulação.
“Além de ser contra a lei, esta seleção não será concluída em tempo hábil. É muito provável que as aulas comecem sem professores no dia 3 de fevereiro”, alerta Anizio Melo, secretário geral da Apec. Segundo ele, é impossível analisar currículos, fazer entrevista e lotar os professores em apenas 16 dias, já que o edital saiu no dia 14, as inscrições encerram hoje e a lotação nas escolas estaria encerrada no dia 30, conforme calendário da secretaria. “E como fica a semana pedagógica que antecede as aulas? A Seduc não está nem com sua equipe definida. Essa forma de processo seletivo sem concurso abre brechas para o clientelismo e mais uma vez não resolve a carência das escolas públicas”, diz.
A informação da secretaria para a Apeoc é que cerca de 4 mil professores de contratos temporários estão sendo dispensados para novos contratos dessa natureza serem assinados. “Nós acreditamos que haverá um número maior de dispensas. A realidade é que, mesmo podendo durar somente até dois anos, esse tipo de contrato chega a atingir 80% do quadro das escolas, piorando muito nas cidades do interior. A saída é o concurso público, que já está em tempo de acontecer, uma vez que já expirou o prazo de quatro anos previsto em lei para a sua realização. A verdade é que o governo não se preparou para o fim dos contratos temporários”, lembra Anizio.


