Amazonas – Tecnologia deve vista com cautela

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Uma pesquisa realizada pela Universidade de Cornell, Nova York, nos Estados Unidos, revelou que os jogos de computador, televisão e internet estão influenciando no aumento do quoeficiente de inteligência (Q.I.) infantil. Segundo reportagem publicada pelo jornal “O Estado de São Paulo” em novembro do ano passado, as crianças de hoje atingem um Q.I. de aproximadamente 25 pontos mais elevados que os seus avós. Mas os cientistas, psicólogos e professores do Amazonas advertem: ao mesmo tempo que ajudam a desenvolver nas crianças habilidades intensivas, a TV, os jogos e a internet pode viciá-los.

De acordo com a pesquisa, os avanços da tecnologia e a vida moderna colocaram à disposição das crianças aparelhos e jogos avançados, complexos e que estimulam uma característica importante: o lazer. Ao brincar ou navegar na internet, as crianças são desafiadas a encontrar meios divertidos para conquistar a vitória. Nesse meio tempo, desenvolvem habilidades como a percepção, raciocínio rápido e criatividade. Por meio da internet elas têm a possibilidade de obter informações e conhecimentos de forma rápida e divertida, pressionando apenas uma tecla.

Os professores e especialistas em educação do Amazonas acham que utilizar esses instrumentos para ajudar no desenvolvimento intelectual das crianças deve ser uma tarefa feita com cuidado. Segundo a professora e ex-presidente do Conselho Estadual de Educação, Ruth Prestes, o computador, a internet e a TV não podem substituir o professor. “Nós não podemos negar os avanços da tecnologia, mas é necessário lembrar que esses equipamentos devem ser utilizados como meio e não como o fim para se conquistar o conhecimento. A figura do professor é importante para o ensino porque ele pode orientar melhor os alunos ao utilizarem essas técnicas”, disse Ruth Prestes.

A professora discorda da possibilidade de as crianças de hoje possuírem um Q.I. superior ao de seus avós, em virtude da utilização da Internet, Tv e Jogos. “Eu particularmente não acredito nisso. Antigamente, o estudo não tinha toda essa tecnologia que temos hoje, e está comprovado que nossos avós e pais, que muitas vezes tinham estudado apenas até a quarta série, eram mais inteligentes do que os jovens de hoje. Essa é uma característica de época que cada geração possui”, disse Ruth Prestes.

Por isso, Ruth Prestes não se opõe à aplicação das novas tecnologias no ensino, mas adverte que elas devem ser utilizadas com o controle das escolas. “O jogo é considerado um dos melhores métodos para a criança aprender porque desenvolve a atenção, várias habilidades e criatividade do aluno. Entretanto, o perigo do jogo é a dependência. Alguns ficam numa tal dependência que não largam e abandonam o estudo. Se essas técnicas forem aplicadas com controle, através da escola, dão certo”.

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