77% dos presidiários não estudam

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São Paulo – A ênfase na segurança e a escassez de recursos humanos, de materiais e de infra-estrutura dificultam a condução das atividades educacionais no interior dos presídios, de acordo com a auditoria do TCU. Em agosto do ano passado, 77% dos presos do regime fechado não estudavam.

No Estado de São Paulo, 46% dos presos estão em postos de trabalho, quase três vezes o número atendido na escola. As principais razões dos presos em optar pelo trabalho são a remuneração recebida e a redução da pena.

De acordo com o TCU, o oferecimento de cursos de qualificação profissional em São Paulo aproximava-se de zero em 2001. Segundo a diretora-executiva da Funap (Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso) paulista, Berenice Giannella, essas atividades foram ampliadas no ano passado.

Na Penitenciária do Estado, em São Paulo, o trabalho dos detentos, até o ano passado, resumia-se à manutenção do presídio. Desde então, foram instaladas fábricas de calçados, rodos, vassouras e oficinas de reforma de carteiras escolares. A fila de espera para essa última é de cem pessoas.

As atividades, no entanto, são valorizadas mais como ocupação do tempo. “Assim eles não ficam tensos”, afirmou o diretor de qualificação profissional da Penitenciária do Estado, Jorge Santana.

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