Problemas de visão prejudicam rendimento escolar

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Com o início das aulas, pais e professores devem ficar atentos ao rendimento Escolar das crianças. A falta de interesse, desatenção e a grande dificuldade em aprender pode ser um indício de problema na visão

 
Com o início das aulas, pais e professores devem ficar atentos ao rendimento Escolar das crianças. A falta de interesse, desatenção e a grande dificuldade em aprender pode ser um indício de problema na visão. 
 
Segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, na fase pré-escolar, entre 5% e 10% das crianças já apresentam algum problema visual, como estrabismo e ambliopia. Popularmente conhecida como “olho preguiçoso”, a ambliopia pode se manifestar em bebês com idade a partir dos seis meses. 
 
Muitas vezes, a criança não sabe dizer que está enxergando mal, segundo Carla Romão, oftalmologista da clínica Cerpo. “Ela olha para a lousa, não consegue ver o que está escrito e desvia a atenção”, explica. 
 
De acordo com a médica, alguns sinais indicam uma situação anormal. Se a criança precisa ficar muito perto da TV ou aproximar objetos do rosto, pisca frequentemente, coça ou leva a mão aos olhos com frequência significa que é hora de procurar um oftalmologista. 
 
Outros sintomas que evidenciam problemas de visão são o lacrimejamento constante, olhos vermelhos e dor de cabeça. A dona de casa Cristiane Marques de Oliveira, 34, diz que essas foram as principais queixas do fi-lho, Jonas, 10. Um mês depois ela procurou um médico. 
 
“Melhorou bastante. Ele sempre gostou de estudar. Para ler, ele demorava para falar a palavra, mas agora melhorou bastante porque ele enxerga melhor”, conta a mãe. 
 
Professora do ensino fundamental, Marcele Rocha, 31, conta que é fácil perceber quando a criança está com a visão comprometida. “A Escola é o lugar onde ela força mais a vista, porque ela tem que ler o que está na lousa. A gente vai analisando vários fatores”, diz. 
 
Mesmo habituada com a situação, Marcele diz que não percebeu quando o próprio filho, Nicolas, 8, apresentou alguns sintomas. “Foi a última coisa que pensei, porque em casa era normal. Quando eu le-vei ele ao médico, precisou usar um grau. Agora melhorou a concentração”, conta. 
 
 

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