Estimular autonomia financeira e social de mulheres beneficiadas pelo Bolsa Família. Com esse objetivo, o Projeto de Inclusão Produtiva para Mulheres do Bolsa Família é desenvolvido, desde janeiro de 2008, em Fortaleza. Promovido pela Prefeitura de Fortaleza e pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), junto com outras entidades parceiras, o projeto facilita o acesso eqüitativo dessas mulheres aos processos de capacitação e assessoria técnica.
A primeira etapa ocorreu durante os meses de fevereiro e março deste ano, na qual as mulheres receberam uma formação básica por meio de aulas com educadores sociais. Elas aprenderam os princípios da economia solidária, do cooperativismo e de organização social. Na segunda fase, as mulheres participaram de cursos de qualificação profissional, ministrados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e pela Casa Brasil.
Cada mulher escolhe o curso profissionalizante de sua preferência. Ao final de cada curso, elas recebem um certificado do Senai. Entre os tipos de cursos, encontram-se: Iniciação à Costura do Vestuário, Peças Femininas em Malha, Peças Íntimas e Praia e Costura em Jeans; Curso Básico de Panificação e Confeitaria, Compotas e Geléias, Biscoitos e Docinhos; Curso de Pedreira, Pintora de Obras, Assentamento de Revestimento Cerâmico, Instaladora Hidrosanitária e Eletricista Predial; Iniciação à Informática, Meta-reciclagem e Montagem e Manutenção de Computadores.
“O projeto transforma a vida dessas mulheres. Só se deslocar de casa ao curso já é um grande avanço na busca da autonomia. Algumas já estão empregadas e outras produzem em casa mesmo”, afirma a coordenadora do projeto na área da Secretaria Executiva Regional (SER) VI, Aline Rosa. Hoje (29), mais uma etapa do projeto que ocorre no Centro de Referência da Assistência Social Vanderlou Cavalcante, no João Paulo II, será finalizada, com a conclusão do módulo Diálogo de Gestão, em que aprendem a comandar seus próprios empreendimentos.
Para colocar em prática todo o conhecimento aprendido nas aulas, as mulheres pretendem formar grupos produtivos em cada área. A Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS) acompanha todo o processo por meio de assessoria técnica. O Banco Palmas também é outra entidade que apóia as iniciativas das mulheres cearenses.
“Há a possibilidade daquelas que se formaram no curso de serviços de constituírem um Banco de Serviços para a comunidade”, ressalta a coordenadora do projeto. Aline acredita que, além de possibilitar a produção coletiva, escoamento de produtos e comercialização na perspectiva da socioeconomia solidária, o projeto tem uma perspectiva de cidadania quando as mulheres têm conhecimento de seus direitos e os divulgam para suas amigas.


