Novo Acordo Ortográfico começa a vigorar em 2009

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O novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que começa a vigorar a partir de 2009, visa a unificação gramatical em Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Brasil e Portugal, países que falam o idioma. 

A idéia da unificação é facilitar o processo de intercâmbio cultural e científico entre os países e divulgar mais amplamente o idioma e a literatura em Língua Portuguesa. “O que se visa no acordo ortográfico são as convergências fundamentais antes que as divergências eventuais se convertam em definitivas e nos separem para sempre”, declarou Marco Maciel.

Cerca de 220 milhões de pessoas falam português, quinta língua mais falada no mundo. Entretanto, nosso idioma é o único a adotar duas grafias oficiais. Para Maciel, “não se pretende limitar as transformações de um idioma porque elas são incontíveis. As línguas são de propriedade dos usuários. Elas vão se mantendo ou modificando no ritmo próprio interno das culturas”.

A previsão é que até 2012 todos os livros didáticos brasileiros estejam adaptados às novas regras. A partir de 2013, a regra será obrigatória. As principais alterações previstas no acordo são o fim do trema, a supressão de consoantes mudas – como nas palavras actor e óptimo (escrita portuguesa) -, novas regras para o emprego do hífen, a inclusão das letras w, k e y ao alfabeto, além de novas regras de acentuação, em que palavras como idéia e assembléia perdem o acento agudo.
 

SUGESTÕES

O Ministério da Educação abriu uma consulta pública para receber sugestões para a implementação no Brasil das regras do acordo ortográfico da língua portuguesa.
Contribuições poderão ser feitas até o dia 1º de setembro pelo e-mail acordoortografico@mec.gov.br. Pela minuta do decreto, a atual ortografia conviverá com aquela prevista no acordo por três anos –de 2009 a 2012. Nesse período, as duas normas serão aceitas em concursos públicos e vestibulares.

O decreto estabelece ainda que os ministérios da Educação, da Cultura e das Relações Exteriores elaborarão um vocabulário comum da língua portuguesa, com a Academia Brasileira de Letras e as entidades equivalentes nos outros países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Entre as principais modificações que serão introduzidas pelo acordo estão a extinção do trema e a mudança em algumas regras de acentuação -palavras como “enjôo”, “idéia”, “crêem” e “lêem”, por exemplo, perderão o acento.

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