Autoridades do setor educacional e representantes de organizações sociais responsáveis pela gestão de políticas públicas na área de Educação dos países que integram o Mercosul participaram nos dias 12 e 13 de junho, em Buenos Aires, na Argentina, do IV Fórum Educacional do Mercosul: Educação e Cidadania em um Novo Cenário Regional. O objetivo foi identificar os desafios atuais da região e promover ações para o fortalecimento de uma cidadania ativa e crítica.
O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Franklin de Leão, o secretário-geral da CNTE, Denílson Bento da Costa e a vice-presidente da Internacional de Educação (IE), Juçara Dutra Vieira, participaram do encontro como convidados.
O diretor nacional de Cooperação Internacional do Ministério de Educação do Brasil, Miguel Vallone, também presente ao Fórum, disse que “o desafio principal da região é melhorar a qualidade da educação e a vida dos nossos povos, levando em consideração que essa tarefa deve ser realizada a partir de uma visão de Cooperação Sul-Sul e não a partir do ponto de vista do Norte”.
O ministro de Educação da Argentina, Juan Carlos Tedesco, afirmou que o seu país tem um compromisso com a educação de qualidade. Nesse sentido, ressaltou que “a educação é um direito que toda pessoa possui e que em nenhuma circunstância pode ser negado”.
Juan Carlos Tedesco afirmou “que em matéria de recursos para a educação, a América Latina é ainda a região mais desigual do mundo. “A distribuição da riqueza é o problema principal da região”, acrescentou. E frisou que neste sentido, “a educação deve assumir um papel para articular cidadania política à cidadania social”, uma vez que, na sua opinião, a cidadania só é plena quando a educação está no centro”.
Tedesco ressaltou também a participação da sociedade civil na educação, destacando que a articulação entre o estado nacional e as organizações sociais permite a criação de instâncias alternativas de diálogo, que não poderiam acontecer de outra maneira.
Para Paulo Urquiza, coordenador da Direção Nacional de Cooperação Internacional do Ministério de Educação argentino e integrante do Programa Mercosul Educacional, a integração regional é importante, constitui um modo de poder. “Seremos mais beneficiados no âmbito global se em primeira instância alcançarmos a integração entre nós. É melhor irmos juntos do que sós”, explicou.
Segundo Urquiza, o IV Fórum enriqueceu com a participação de organizações e movimentos sociais de grande diversidade ideológica, e com distintas metodologias de trabalho no âmbito comunitário. Daniel Giorgetti, responsável pela Área de Organizações Sociais do Programa Nacional Educação Solidária, disse que um dos objetivos do Fórum é incorporar aos sindicatos docentes um papel ainda mais ativo. Por isso, o comitê organizador convidou as centrais sindicais do Mercosul e as organizações sociais a participarem do encontro. (CNTE)


