Começou no domingo, dia 27, em Brasília, a Conferência Nacional de Juventude, um espaço de diálogo entre o poder público e a sociedade sobre os desafios da construção de políticas públicas para o segmento juvenil e as alternativas que devem ser adotadas pelos governos para responder a eles.
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A primeira edição da conferência, que a partir de 2008 será realizada a cada dois anos, foi lançada em setembro de 2007 com o tema “Levante sua Bandeira”. A idéia do encontro é debater três grandes eixos: Democracia, Participação e Desenvolvimento Nacional, com dois objetivos: estabelecer Parâmetros e Diretrizes da Política Nacional de Juventude e Desafios e Prioridades para as Políticas Públicas de Juventude. “A metodologia da conferência nacional vai permitir que se escolham políticas e prioridades por campos temáticos, como educação e sexualidade, por exemplo, e prioridades gerais, que independem de grupos temáticos”, explica Maria Virgínia de Freitas, a Magi, coordenadora do programa Juventude da Ação Educativa, que integra a comissão organizadora da conferência como vice-presidente do Conselho Nacional de Juventude.
Ela conta que a conferência é um espaço para transformar toda riqueza do processo de construção do encontro em propostas concretas. “Temos um grande desafio de sistematizar todas as contribuições que recebemos ao longo do processo de construção da etapa nacional”, diz, referindo-se ao desafio de avançar em relação ao que foi discutido nas etapas preparatórias livres, municipais e estaduais, que envolveram cerca de 24 mil pessoas dos 26 estados e distrito federal. Segundo Magi, a metodologia das conferências livres foi uma inovação muito positiva, que chamou atenção de muita gente e contribuiu para a ampliação desta mobilização.
Para o encontro nacional – cujo objetivo é promover o direito à participação, fortalecer a articulação da juventude e indicar ao poder público as prioridades de ações e programas relacionadas ao tema, além de contribuir para mudar o patamar de compreensão da sociedade sobre este segmento – Magi aponta desafios também políticos. “Nos estados, tivemos situações de tensão entre as juventudes partidárias e os demais movimentos e grupos organizados em grupos e espaços não institucionais. Não sabemos como esta relação vai se dar na etapa nacional, e conseguir promover um grande diálogo entre jovens tão diversos é desafiador”, diz. Segundo ela, a metodologia do encontro, que ainda está em construção, deve buscar promover este entendimento.
Conferência tem cobertura jornalística feita por jovens
Um grupo de cerca de 50 jovens e adolescentes representantes de 30 organizações juvenis e 13 estados produz notícias em formato de texto, imagens, áudio e vídeo, divulgadas em uma rede de publicações de todo o Brasil.
Os repórteres comunitários fazem parte da Revista Viração e desenvolvem projetos de comunicação e educação em suas comunidades. O conteúdo produzido está disponível na página da revista.
O encerramento da conferência será na quarta-feira, dia 30, com uma plenária final. A programação já foi divulgada pela organização.
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Veja a cobertura da Agência Ibase.


