Analfabetismo recua 42,8%, mas educação piora

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É na educação que o Índice de Desenvolvimento Juvenil (IDJ) traz algumas das melhores notícias para o Brasil. Entre 2003 e 2007, o analfabetismo de jovens entre 15 e24 anos caiu de 4,2% para 2,4% e chega a menos de 1% em dez Estados brasileiros.Também diminuiu o porcentual de jovens matriculados no ensino fundamental, de 17,7% para 12,5%,e aumentou o porcentual daqueles que estão no ensino médio e superior, onde os jovens deveriam estar estudando normalmente.

Mas é também a educação que traz um dos piores dados do IDJ.Se melhorou na quantidade, o Brasil está cada vez pior na qualidade do ensino.Uma análise dos resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) da 8ª série do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio, feita pelo pesquisador Julio Jacobo Waiselfisz, mostra uma queda tão grande no conteúdo que os estudantes aprendem em sala de aula que equivale a uma perda total de nada menos que três anos de escola no período entre 1995 e2005.“É como se um aluno estivessee studando cinco anos em vez dos oito do ensino fundamental”,compara Waiselfisz. E isso com base no que os alunos sabiam em 1995, que já era pouco.

Disparidade Regional
Os índices educacionais também traduzem com facilidade a distância entre os Estados mais pobres e aqueles mais ricos. Entre 2003 e2006, todos os Estados tiveram queda. Mas o Norte e o Nordeste ainda concentram dois terços dos analfabetos juvenis do País.Se os três Estados da Região Sul,São Paulo e outras seis unidades da Federação alcançam no máximo 1%de analfabetos, em Alagoas são 8,2%, no Piauí, 7% e no Maranhão,6,6%.“A taxa de analfabetismo caiu, mas ainda são 800 mil jovens que vivem praticamente na pré-história da humanidade”, lamentou Waiselfisz.

Ritmo Maior
O IDJ mostra, ainda, que cresceu o número de jovens na escola. São,hoje, 46,9%. Mas só 33% deles estão no ensino médio ou superior,onde deveriam estar.“Nós aplaudimos a meta do governo de, em 15 anos, alcançar anota que a média dos Países europeus obtém hoje. Mas onde eles estarão então? Vamos ter que fazer outro PAC daqui a 15 anos? Nosso ritmo tem que ser muito maior que odeles ou vamos sempre ficar no fundo do vagão do desenvolvimento”, afirmou o pesquisador.

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