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Várzea Grande, 15/09/2007
Um abraço simbólico selou o compromisso entre os 200 professores e coordenadores pedagógicos da rede municipal de ensino com o trabalho da questão racial nas escolas. Os educadores participaram do curso de Cultura Afro-Brasileira com o objetivo de discutir a Lei N.º 10.639/03, que torna obrigatório nas escolas do Ensino Fundamental e Médio, das redes oficiais e particulares, o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira.
O evento, promovido pela secretaria municipal de Educação (SME), em parceria com o Mec/FNDE, foi realizado de 10 a 14 de setembro, no Hotel Fazenda Mato Grosso.
Realizado em três etapas, com carga horária de 40 horas cada uma, o curso foi destinado aos professores das áreas de Pedagogia, História, Geografia e Letras e, prioritariamente, àqueles que participaram do curso de extensão sobre as diferenças na Educação Básica, em 2005.
Temas como escravidão, influência africana na constituição da língua e na formação da cultura brasileira, a condição do negro no Brasil e em Mato Grosso, além de discussões sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais para o ensino da cultura afro-brasileira são alguns assuntos trabalhados. Mesas redondas com professores da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) fomentaram reflexões sobre esses tópicos.
“Aprendemos aqui que o brasileiro tem preconceito do preconceito”. Dessa forma a coordenadora pedagógica da escola Antônia Tita Maciel, no bairro Jardim Florianópolis, Maria Helena da Silva, 59, sintetizou os cinco dias em que discutiu as questões étnico-raciais. De acordo com a coordenadora, o curso colaborou para a ampliação do conhecimento e argumento acerca do tema. “Quando falamos da questão racial nas escolas, ficamos muito no senso comum. Agora, podemos falar com propriedade da causa”, concluiu.
No final do curso, a secretária adjunta de Educação, Filomena Monteiro de Arruda, afirmou que é a concepção de diversidade que a SME tem implementado na rede de ensino da Capital. Para isso, busca-se a ampliação das discussões sobre a escola inclusiva, que respeita as diferenças. “Acredito que vocês têm um compromisso muito maior agora com as questões aqui abordadas e darão dimensão a isso nas escolas”, concluiu.


