Brasília – Professores e autoridades estaduais, municipais e federais correm contra o tempo para chegar a um consenso em torno do valor do piso salarial. O governo prometeu enviar ao Congresso Nacional até 30 de abril a proposta de lei complementar regulamentando o valor do piso. O grupo de trabalho quer chegar a um consenso bem antes desse prazo para evitar que a
discussão se prolongue no Congresso.
Até fevereiro, o grupo quer concluir estudo para levantar os salários pagos hoje em cada cidade do país. De acordo com a presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Pilar Lacerda, os números do governo e dos sindicatos estão desencontrados hoje. “Estamos fazendo os cálculos para saber o real impacto do piso, que hoje não sabemos”. Para a presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Educação (Consed), Maria Auxiliadora Seabra, o maior desafio é resolver como será feito o pagamento dos inativos. Em muitos estados, a aposentadoria dos professores é paga com a verba destinada para a educação e já compromete mais da metade do dinheiro. “Enquanto os aposentados estiverem na folha da educação, nenhum Estado vai dar conta de um
piso salarial maior” reclama. “Isso é contra lei. Os aposentados deveriam estar na conta da previdência social”, completa Maria Auxiliadora.


