A festa final da 3ª edição do Prêmio Escrevendo o Futuro

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Foram dois anos de trabalho que resultaram em números surpreendentes: 1,6 milhão de alunos participando e mais de 33 mil professores inscritos. Em clima de celebração, chegou ao fim a terceira edição do Prêmio Escrevendo o Futuro. Na semana passada, centenas de pessoas foram ao teatro do Memorial da Amércia Latina, em São Paulo, para acompanhar a festa de premiação. No palco, os 21 finalistas de todas as regiões do país com seus respectivos professores. Na platéia, ministros, empresários, representantes da sociedade civil, pais, amigos e diretores de escolas lotavam a sala.

Os discursos de abertura expressavam o êxito e a esperança proporcionada pelo Prêmio. Roberto Setubal, presidente da Fundação Itaú Social e Diretor Presidente do Banco Itaú, afirmou que “é dever de toda sociedade promover a qualidade da educação para todos”. O ministro da Educação, Fernando Haddad, também falou do papel da comunidade na “apropriação da escola para torná-la cada vez mais pública e cada vez menos estatal”. Maria do Carmo Brant de Carvalho, do Cenpec, representando a presidente da entidade, Maria Alice Setubal, lembrou que o Prêmio possibilita às crianças “descobrirem-se escritores”. Já Maria do Pilar Almeida e Silva, presidente da Undime nacional, e Hugo Barreto, secretário geral da Fundação Roberto Marinho, destacaram o caráter formador e “exemplar” do Prêmio.

A palavra das crianças
Depois dos discursos que abriram o evento, foi a vez dos finalistas terem a palavra. Convidada especialmente para entrevistar alunos e professores, a atriz Zezé Motta percorreu o palco para colher as opiniões e experiências dos finalistas. Nervosos no começo, aos poucos, foram se soltando e dando seus relatos. Houve quem apresentasse o próprio texto, como a menina Amanda Brandão. Muito à vontade e falando de cor, declamou o poema em que apresenta e exalta sua cidade, Parintins (AM). A platéia, admirada, aplaudiu por longos segundos. Mas as expectativas estavam voltadas para o anúncio dos premiados. O escritor Pedro Bandeira e a atriz Carolina de Oliveira, a menina Gabi, da novela “Páginas da Vida”, se revezaram na leitura dos textos escolhidos. Antes de chamar os primeiros lugares, três pequenos autores e seus respectivos professores receberam placas de Menção Honrosa: Camila Félix Silva, de Ponta da Serra (CE), aluna da professora Joana D`Arc Pereira da Silva, na categoria texto de memórias; Ana Laura de Queirós Sá, de Bauru (SP), aluna da professora Rosimeire Ferreira, com o gênero artigo de opinião; e Vinícius Cardoso Pereira, de Uberlândia (MG), aluno da professora Joana D`Arc Pelazzo, com poesia.

Quando chegou a vez dos vencedores, Carolina de Oliveira leu “Doce Içara com sabor amargo”, o artigo de opinião escrito por Joice Zilli da Silva, aluna da professora Édina de Freitas, na cidade de Içara (SC). Logo em seguida Pedro Bandeira paralisou e emocionou a platéia com a interpretação de “O mundo dentro da represa do frade”, poema vencedor de Carla Marinho Xavier, aluna de Maria Luiza da Silva, de Glicério (RJ), e do texto de memórias “O valetão que engolia meninos e outras histórias de Pajé”, de Kelli Carolina Bassani, aluna de Salete Assufi Dallanol, em Toledo (PR).

 O show de encerramento também ficou por conta das crianças e professores. Acompanhados e regidos pelos Barbatuques, grupo musical que usa o próprio corpo como instrumento de percussão, encheram de som e ritmo a imensa sala do teatro – com palmas, estalos de dedos, batidas de mão no peito, na bochecha e sapateados – entoando uma tradicional cantiga de roda brasileira, o Samba Lelê. A batucada corporal saiu do palco e invadiu a platéia, com a participação entusiasmada do público.

Muitos Prêmios
Todos os finalistas, seus professores e escolas receberam um computador com impressora. As três vencedoras ainda terão uma bolsa de estudo para, no futuro, cursar a faculdade, assim como suas respectivas professoras que receberão bolsas para cursos extra-curriculares. Também as escolas dos vencedores saem ganhando. Cada uma delas receberá computadores e impressora multifuncional para montarem uma sala de informática.

As ações do Escrevendo o Futuro recomeçam em 2007 com ações de divulgação e cursos de formação. Em 2008, uma nova edição do Prêmio vai contemplar novamente crianças, professores, escolas e comunidades brasileiras.

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