Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial

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21 de março de 2006

Há 45 anos, 69 manifestantes foram mortos a tiro no massacre de Sharpeville, durante um protesto não-violento contra o apartheid. Todos os anos, as Nações Unidas assinalam este aniversário, chamando a atenção para a luta constante contra todas as formas de discriminação racial.

Apesar de décadas de esforços para erradicar este problema, o vírus do racismo continua a infectar as relações e as instituições humanas, em todo o mundo. Hoje, as velhas estirpes do vírus, como a discriminação institucionalizada, as desvantagens indiretas, a violência racial, os crimes inspirados pelo ódio, o assédio e a perseguição conjugam-se com novas formas de discriminação, desafiando aparentemente muitos dos avanços já alcançados. A Internet é utilizada para a propagação do racismo, o número de vítimas de tráfico humano está a aumentar, os argumentos xenófobos são cada vez mais usados no discurso político e pessoas inocentes são descritas em termos raciais, devido a noções distorcidas de segurança. Até o anti-semitismo está de novo a dar preocupantes sinais de vida, seis décadas após a libertação dos campos de extermínio, em que o mundo inteiro pôde ver os extremos bárbaros a que, se não for combatido, o racismo pode levar.

Ninguém pode ser neutro na luta contra esta intolerância. E também não podemos desistir do combate contra o racismo ou da esperança de o vencer. Em 2001, a Conferência Internacional contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e a Intolerância Conexa adotou a Declaração e o Programa de Ação de Durban como um plano geral para os Estados trabalharem em conjunto em prol da erradicação do racismo, da discriminação racial, da xenofobia e da intolerância conexa. A educação e a sensibilização, leis e políticas nacionais eficientes, meios de comunicação social imparciais – todos estes elementos podem ajudar a fomentar uma cultura de tolerância e de paz.

Ao mesmo tempo em que relembramos os sacrifícios de Sharpeville e o sofrimento e as vitórias na luta contra o racismo, ao longo dos anos e em todo o mundo, devemos responder ao apelo da Declaração Universal dos Direitos Humanos, no sentido de “reafirmar a fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e no valor da pessoa humana, e no igualdade de direitos do homem e da mulher.”

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