Curso de Libras para educadores da rede municipal de ensino de Alumínio/ SP

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O Departamento de Educação da Prefeitura de Alumínio/ SP está oferecendo aos professores da rede, diretores e coordenadores, o Curso de Libras – Língua Brasileira de Sinais, aplicado por instrutoras do Senai, Prof.ª Cidinha (que é ouvinte) e Tatiane (que é surda). Cerca de 20 participantes acompanham este curso ministrado todas as quintas-feiras no prédio do Senai.

A Diretora do Departamento de Educação, Prof.ª Ângela Maria Tisêo Cleto, informa que é importante todos terem em mente que as pessoas com necessidades especiais têm o direito de estar nos mesmos locais e participarem de todas as atividades existentes como qualquer outro cidadão. “Nós Educadores temos que passar esta realidade para as outras crianças, o intuito deste curso é preparar nossos professores para o melhor contato com estes alunos especiais. O Professor que está realizando este curso é um multiplicador deste aprendizado com os demais colegas de trabalho”, explicou Ângela.

As Línguas de Sinais (LS) são as línguas naturais das comunidades surdas, conforme estabelece a Lei de Libras n.º 10.436, de 24 de abril de 2002. Ao contrário do que muitos imaginam, as línguas de sinais não são simplesmente mímicas e gestos soltos, utilizados pelos surdos para facilitar a comunicação. São línguas com estruturas gramaticais próprias.

Segundo a diretora da Divisão de Educação Infantil e Especial, Fiorisília Ana Maria Risi, o curso teve início em agosto e tem duração de 100 horas. O principal objetivo é capacitar os educadores para a inclusão. “Devemos adequar a escola para receber estes alunos. A utilização pedagógica da língua de sinais além de afirmar as pessoas surdas como indivíduos e como participantes da comunidade humana, podem colaborar para que a comunidade escolar e a sociedade se modifiquem, para que todos possam construir e compartilhar um mundo melhor”, afirmou Fiori.

A Diretora ressalta que a adequação do desempenho pedagógico na sala de aula com alunos com deficiências múltiplas, vem sendo atendida por uma Terapeuta Ocupacional, Claudia Cristina S. A. Lima, com o objetivo de restringir ao máximo as dificuldades encontradas pelo professor atuante nestas classes.

Atribui-se à Língua de Sinais o status de língua porque elas também são compostas pelos níveis lingüísticos: o fonológico, o morfológico, o sintático e o semântico. O que é denominado de palavra ou item lexical nas línguas oral-auditivas, são denominados sinais nas línguas de sinais.

O que diferencia a Língua de Sinais das demais línguas é a sua modalidade visual-espacial. Assim, uma pessoa que entra em contato com uma Língua de Sinais irá aprender uma outra língua, como o Francês, Inglês etc. Os seus usuários podem discutir filosofia ou política e até mesmo produzir poemas e peças teatrais.

As Línguas de Sinais não são universais. Cada país possui a sua própria língua de sinais, que sofre as influências da cultura nacional. Como qualquer outra língua, ela também possui expressões que diferem de região para região (os regionalismos), o que legitima ainda mais como língua.

Os sinais são formados a partir da combinação da forma e do movimento das mãos e do ponto no corpo ou no espaço onde esses sinais são feitos. Nas línguas de sinais podem ser encontradas as seguintes formações como: a configuração das mãos; ponto de articulação, movimento, expressão facial e ou corporal e orientação e direção.

Para conversar em Libras não basta apenas conhecer os sinais de forma solta, é necessário conhecer a sua estrutura gramatical, combinando-os em frases.

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