O titular da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC), Ricardo Henriques, coordenadores e técnicos de diversas áreas do MEC participam de 23 a 25 deste mês, em Barra do Bugres, Mato Grosso, da 1ª Conferência Internacional sobre Ensino Superior Indígena. O evento será no anfiteatro do campus da Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat).
A conferência reúne pesquisadores, professores, técnicos, entidades governamentais e não-governamentais de sete países da América Latina, de 11 instituições brasileiras de ensino superior públicas e privadas, de secretarias estaduais de Educação, da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Durante três dias, índios e não-índios vão discutir e refletir sobre as propostas de educação superior indígena desenvolvidas, principalmente, nas três Américas, trocar experiências e buscar caminhos que fortaleçam o ensino para os povos indígenas no continente. Além do Brasil, estarão presentes representantes da Bolívia, Equador, Chile, Guatemala, Nicarágua e México.
Parceria – Realizada pelo governo de Mato Grosso, em parceria com o MEC, Fundação Nacional do Índio (Funai), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Unemat, a conferência tem cinco objetivos específicos: discutir as políticas públicas para a formação superior indígena na América Latina; discutir as ações de formação implementadas, buscando superar os problemas e valorizar os resultados positivos; discutir diretrizes que favoreçam a ampliação da oferta de ensino superior específico para os povos indígenas; socializar as experiências desenvolvidas no Brasil e no exterior; e produzir documentos que auxiliem na definição de políticas públicas.
De acordo com o coordenador-geral do evento e do 3º Grau Indígena da Unemat, Elias Januário, o Brasil desenvolve hoje cursos superiores específicos e diferenciados para a formação de professores indígenas em Mato Grosso, Roraima e Mato Grosso do Sul. “Os cursos demonstram que é possível oferecer educação específica e de qualidade.”
Na Unemat, o 3º Grau Indígena tem duração de cinco anos e seu objetivo é formar e habilitar professores indígenas para o exercício docente. O curso abrange as áreas de línguas, artes e literaturas, ciências matemáticas e da natureza e ciências sociais. O curso começou em 2001 e vai até 2006. Nele estudam 200 professores, sendo 180 de 23 etnias de Mato Grosso e 20 de 14 etnias de outros estados. Fazem parte da programação da conferência palestras e mesas-redondas.
No dia 25, sábado, das 8h às 12h, serão realizados 11 grupos de trabalho para discutir a política indígena nos cursos de formação de professores indígenas; perspectivas de novos cursos para a habilitação de indígenas em nível superior; estratégias e possibilidades para apoio financeiro à formação superior; a relação entre educação básica e os projetos de formação de professores em nível superior; história, arqueologia e arquitetura na educação escolar indígena; formação de professores indígenas e as novas tecnologias; etnicidade e identidade em face da educação escolar indígena; ciências matemáticas nos cursos de formação; a lingüística nos cursos de formação; a antropologia no contexto dos cursos de formação; e biodiversidade nos cursos de formação.
Para conferir todas as atividades da 1ª Conferência e seus participantes, basta acessar a página da Unemat www.unemat.br/ciesi na internet.


