Escolas ganham selo qualidade

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Duas escolas de Curitiba receberam o reconhecimento por terem investido em responsabilidade social nos últimos anos. Os contemplados com o Selo Escola Solidária 2003 foram o Colégio Positivo e o Colégio Santa Maria.

Quem idealizou a premiação foi a ONG Faça Parte Instituto Brasil Voluntário. A comissão julgadora foi composta por representantes do Ministério da Educação e Cultura (MEC), do Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed) e da União dos Dirigentes Municipal de Educação (Undime) e da Unesco.

No Santa Maria, o projeto de visita de alunos à Favela do Lixão, no Jardim Savana, no bairro
Guabirotuba, foi o que motivou o prêmio. Durante as visitas os alunos do colégio oferecem oficinas de arte, música e dança aos moradores do local. As atividades estão sendo desenvolvidas há três anos. De acordo com informações do colégio, a idéia é criar um vínculo de amizade entre os dois mundos tão diferentes e, com isso, cada um deles repensar seus valores.

Outro trabalho do Santa Maria que chamou a atenção da comissão julgadora foi o Convivência e Solidariedade, realizado duas vezes por semana entre alunos do próprio colégio e da Escola Estadual Emiliano Perneta, localizada no Jardim Kosmos, na Vila Nori. Neste projeto é realizado uma espécie de intercâmbio: nas quarta-feiras os alunos do Santa Maria desenvolvem atividades no Emiliano Perneta e nas sextas-feiras os alunos do Emiliano utilizam o laboratório de informática
do Santa.

No Colégio Positivo o que chamou a atenção da comissão julgadora foi um projeto realizado no município de Turvo, onde os índices de desnutrição infantil são altos. Várias atividades são realizadas na cidade no intuito de melhorar a vida das mães e das crianças o projeto já beneficiou cerca de 4 mil famílias.

O projeto é o resultado de uma parceria com a Pastoral da Criança e funciona desde 2002. De acordo com a assessoria do Positivo, a idéia é sempre renovar parcerias, inclusive em outras cidades, para dar continuidade à responsabilidade social. “Solidariedade é poder participar de histórias de vida e entender de dignidade humana. Quando pensamos no tipo de aluno que queremos formar, pensamos em sala de aulas, pesquisas, laboratórios, mas pensamos, sobretudo, em
projetos pedagógicos que ofereçam estímulos e oportunizem opções dele trabalhar habilidades para sua formação integral”, ressalta o professor Renato Vaz, superintendente do Positivo.

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