Metade das escolas públicas da Amazônia Legal não tem energia elétrica

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Na Amazônia Legal, que engloba os sete Estados do Norte, mais o Mato Grosso e Maranhão, 819 mil alunos da educação básica da rede pública estudam em escolas sem energia elétrica. Esses estabelecimentos de ensino correspondem à metade dos existentes na região, atendem 11% da matrícula e quase todos (99,6%) estão na zona rural.

O estudo Subsídios para eletrificação das escolas de educação básica da Amazônia Legal, realizado pelo Inep, apresenta informações por município e escola e tem como fonte o Censo Escolar de 2002. O trabalho mostra que as escolas sem energia elétrica são pequenas, com menos de 40 alunos, em média.

Como forma de solucionar o problema, o governo federal anunciou, na semana passada, o Programa Luz Para Todos. Uma das prioridades do programa, que irá beneficiar 12 milhões de pessoas até 2008, será atender escolas públicas e centros de saúde. Até o final deste mês, os Ministérios da Educação e de Minas e Energia assinam protocolo de intenções visando garantir a integração de ações estratégicas para que a luz chegue aos estabelecimentos de ensino. Clique aqui para obter mais informações.
 
Situação é mais grave no Pará e Maranhão

A maior quantidade de alunos em escolas sem energia elétrica está no Pará e no Maranhão: 322,5 mil e 268,4 mil, respectivamente. Juntos totalizam 72% dos estudantes da Amazônia Legal em estabelecimentos sem luz. Os dois Estados concentram 58% dos matriculados na educação básica da região, que é de 7,7 milhões.

De acordo com o estudo, 43% das escolas recebem energia elétrica da rede pública, 6% têm gerador próprio e 1% conta com equipamento de captação de energia solar. Nelas, estudam 6,9 milhões de alunos, que representam 89% do total da região.

A Amazônia Legal foi criada, em 1966, para fins de planejamento econômico da região. A sua área é de 5,2 milhões de quilômetros quadrados, compreendendo 61% do território brasileiro. Com 21 milhões de habitantes, a região abriga 12% da população do País. O perfil médio dos moradores é bastante jovem – 51% têm menos de 20 anos, o que exige o fortalecimento de políticas para o setor educacional e a formação profissional.

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