Amazonas busca alternativas para o ensino médio indígena

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O Ministério da Educação, a Secretaria Estadual de Educação do Amazonas, a CNPI (Comissão Nacional de Professores Indígenas) e as organizações indígenas de cinco municípios do estado decidiram buscar alternativas para oferecer, no início de 2004, ensino médio aos alunos que concluíram o ensino fundamental na região.

De acordo com a coordenação da Educação Escolar Indígena do MEC, 1.300  estudantes já concluíram o ensino fundamental e outros 700 terminam agora e não têm escolas para continuar os estudos. Na divisão de tarefas, coube à CNPI e às organizações indígenas da região mobilizar suas comunidades para discutir a oferta do ensino médio, necessidades e exigências das etnias.

Já a Secretaria Estadual de Educação e o MEC vão verificar como a rede física escolar pode receber os alunos e quais professores vão atendê-los. Para acompanhar esse trabalho, o ministério vai indicar dois assessores sugeridos pelos próprios professores indígenas. Um será da Universidade Federal do Amazonas ou do Instituto Socioambiental, ONG que trabalha no Alto Rio Negro há mais de dez anos, e o outro, da equipe pedagógica da Organização Geral dos Professores Ticuna Bilíngüe (Ogptb), do Alto Solimões.

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