Proposta do governo federal visa a garantir vagas a todas as crianças a partir dos 4 anos

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O ministro da Educação, Cristovam Buarque, definiu na última semana quatro propostas fundamentais para sua área, como parte de um projeto de desenvolvimento do país a partir da educação: 1) instituir um piso salarial para o professor e implantar a avaliação permanente do seu trabalho; 2) garantir vaga a todas as crianças a partir de 4 anos; 3) ensino médio obrigatório; 4) quatro anos de ensino médio, sendo um deles profissionalizante.

Segundo o ministro, essas propostas pressupõem exatamente o que ele chamou de “sistema solidário de educação”, articulando políticas federais, estaduais e municipais, além de contar com a participação de organizações não-governamentais. No Brasil, disse ele à reportagem, “a educação depende sobretudo de governadores e prefeitos”, porque o sistema foi “radicalmente” descentralizado.
 
“O piso salarial, por exemplo, você pode decretar mas joga nas costas da prefeitura e do governo estadual. Então é necessário um pacto.” Esse pacto, observou o ministro, “leva muito tempo e exige muita negociação” até ser constituído. “Estamos fazendo isso há nove meses, conversando, conversando e as crianças esperando”, disse. “Eu às vezes me pergunto se no Brasil temos paciência, preguiça ou indiferença, pela lentidão com que a gente atende às necessidades populares.”
 
A visão do ministro de um plano amplo de educação como estratégia de desenvolvimento do país, é compartilhada pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Carlos Lessa. “São projetos de Estado Nacinal que levam a educação”, disse. Para ele, é fundamental conjugar a perspectiva econômica com a educação, para que não haja esforços inúteis nas escolas. “Não adianta a escola formar profissionais qualificados se a sociedade não abre perspectivas para eles; assim acabamos formando mão de obra qualificada para exportação”, apontou o presidente do BNDES.

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