| As antigas instituições foram substituídas por nove centros integrados, que têm como foco a fase de formação do caráter das crianças |
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“O desenvolvimento dele é muito rápido e o João apresenta diferenças de atitude”, diz a assessora parlamentar Valéria de Oliveira Monteiro, de 25 anos. O caçula de seus três filhos, João Victor, de 2, é o primeiro a ficar num CEI. “Ele já é muito mais sociável.”
Esse tipo de comportamento é visível quando se visita uma unidade. Na escola, só se ouve a voz dos alunos. “O professor não precisa levantar o tom de voz para falar com uma criança. Ela compreende o que você quer dizer quando se olha no olho para falar”, diz Matilde.
Apesar de bem pequenos, os alunos não andam em fila, não sentam em carteiras enfileiradas e não são obrigados a desenvolver nenhuma atividade que não queiram. Mas respondem prontamente aos chamados das educadoras. Até porque, geralmente, são convites para atividades agradáveis.
Os estímulos para aprendizagem estão por toda parte. Desde as pinturas de faixas para pedestres no chão do CEI Professora Aparecida Maria Pires Menezes, no Bairro da Olaria – o mais pobre de Caraguatatuba –, até as cestas de lixo do Onorina Pacheco Corrêa. “Meu filho me dá bronca quando jogo papel na rua ou quando, sem querer, falo um palavrão”, diz o bombeiro Wagner Arruda Prado, de 32 anos. Ele percebeu que o filho, Ariel, de 3, levou para a família uma outra visão do mundo. “O projeto é muito integrado com os pais.”
“Sempre chamamos os pais para ajudar a renovar a escola”, diz a diretora do Olaria, Myrela Alcyone de Oliveira Fernandes. A pintura dos desenhos no chão, por exemplo, é mudada periodicamente. “Os pais se oferecem para ajudar.”
A Secretaria da Educação investe em programas para as famílias. “Desenvolvemos cursos profissionalizantes e terapias em grupo”, diz a secretária Roseli Morilla.


